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Economia· 14 de junho de 2026· 2 min de leitura

Acordo EUA-Irã reabre Estreito de Ormuz e petróleo Brent cai 4% para US$ 84

O pacto entre Washington e Teerã resultou na reabertura de rota marítima crucial, impactando diretamente o mercado global de energia.

Redação Giro BR
Acordo EUA-Irã reabre Estreito de Ormuz e petróleo Brent cai 4% para US$ 84

Um acordo entre Estados Unidos e Irã, anunciado neste domingo (14) pelo ex-presidente Donald Trump, levou à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo. A notícia provocou uma queda superior a 4% nos preços do barril de petróleo Brent, que voltou ao patamar de cerca de US$ 80.

No pregão eletrônico da Intercontinental Exchange, o contrato mais líquido do petróleo Brent para agosto registrava uma desvalorização de 3,44%, cotado a US$ 84,33 o barril, por volta das 19h30 de domingo. A expectativa de maior oferta no mercado global, com a desobstrução da rota, pressionou as cotações para baixo.

Trump, em uma publicação na rede social Truth Social, confirmou o pacto e declarou a reabertura do Estreito de Ormuz sem a imposição de tarifas, além do fim imediato de um bloqueio. O Estreito é vital para o fluxo de petróleo do Oriente Médio para o resto do mundo.

A passagem por Ormuz é uma garganta marítima estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, por onde transita uma parcela significativa do petróleo mundial. Qualquer interrupção ou restrição nessa rota tende a gerar forte volatilidade nos mercados de energia, afetando custos e a segurança do suprimento.

A repercussão do acordo também se estendeu ao cenário diplomático internacional. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o Grupo dos Sete (G7) abordará a "reabertura de Ormuz a longo prazo" após o entendimento entre Washington e Teerã.

Macron está programado para receber Donald Trump e outros líderes do G7, incluindo representantes da Alemanha, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido, nesta segunda-feira (15), em uma cidade às margens do lago Léman. A pauta deve incluir a estabilização do mercado de energia e a garantia da liberdade de navegação.

Para o consumidor e a economia global, a queda nos preços do petróleo representa um alívio potencial nos custos de combustível e transporte, podendo contribuir para mitigar pressões inflacionárias. A maior previsibilidade na rota de Ormuz também reduz riscos para o comércio internacional e a cadeia de suprimentos, favorecendo um ambiente econômico mais estável.

Com informações de Money Times.

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