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Economia· 27 de julho de 2026· 1 min de leitura

Aliado de Keiko Fujimori é eleito presidente do Senado no Peru

Miguel Torres venceu a eleição com 30 votos após construir uma aliança com partidos de direita, consolidando nova maioria no Congresso peruano.

Redação Giro BR
Aliado de Keiko Fujimori é eleito presidente do Senado no Peru

O cenário político peruano passou por uma mudança significativa com a escolha de Miguel Torres para a presidência do Senado. Aliado da ex-candidata presidencial Keiko Fujimori, Torres garantiu o comando da Casa legislativa ao obter 30 votos favoráveis, viabilizados por meio de entendimentos políticos com legendas de centro-direita. A votação ocorreu a apenas dois dias da posse presidencial, criando um novo eixo de força institucional em Lima.

A articulação que levou Torres ao cargo demonstra a capacidade de mobilização das correntes conservadoras no parlamento. Essa composição de forças busca estabilidade institucional para enfrentar os desafios econômicos e fiscais que o país vizinho acumulou nos últimos anos. A responsabilidade fiscal e a previsibilidade regulamentar entram na agenda prioritária do novo comando legislativo.

Um dos pontos centrais dessa nova fase institucional é o retorno oficial do Congresso bicameral ao Peru. O modelo com duas Casas legislativas volta a funcionar após um período de mais de três décadas sob o formato unicameral. A redivisão de atribuições entre Câmara e Senado promete alterar o ritmo de aprovação de pautas econômicas e reformas estruturais.

Para o setor produtivo e para os investidores, a recomposição do Congresso sob a liderança de um aliado de Fujimori sinaliza um contrapeso institucional relevante frente ao Poder Executivo. O alinhamento entre parlamentares de centro-direita e o novo comando do Senado tende a barrar investidas de controle estatal excessivo e gasto público desmedido.

Na prática, a nova configuração do Senado peruano estabelece um marco para o equilíbrio de poderes e reduz a volatilidade legislativa que vinha prejudicando o ambiente de negócios no país. A gestão de Miguel Torres começa imediatamente com a missão de coordenar a transição bicameral e pautar projetos voltados à desburocratização e à atração de investimentos privados.

Com informações de InfoMoney.

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