Giro BRNewsletter
Mundo· 25 de julho de 2026· 1 min de leitura

Crise na saúde pública do Paraguai obriga famílias a rifas e dívidas

Deficit de insumos básicos e equipamentos na rede pública paraguaia força pacientes a arcarem com custos do próprio bolso.

Redação Giro BR
Crise na saúde pública do Paraguai obriga famílias a rifas e dívidas

A insuficiência estrutural da rede pública de saúde no Paraguai expõe pacientes e familiares a custos elevados para garantir atendimentos de emergência. A situação foi relatada por médicos, pacientes e ativistas reunidos na Plataforma pelo Direito à Saúde do Paraguai (PDS), que apontam a escassez crônica de medicamentos e de aparelhos essenciais nos hospitais do país vizinho.

Um exemplo dessa realidade é o caso da artesã Daniela Benítez, de 62 anos. Quando sua filha María del Pilar precisou de internação urgente em Assunção, a família enfrentou a falta de itens básicos na unidade de saúde. A mãe precisou percorrer as ruas da capital em busca de respiradores, cânulas e até de algodão para viabilizar o procedimento médico.

A aquisição particular de insumos e equipamentos ultrapassou o montante de 800 dólares, o equivalente a cerca de 4.000 reais. Sem recursos financeiros suficientes ou cobertura imediata do Estado, a família recorreu à realização de rifas para arrecadar o dinheiro necessário e quitar as dívidas contraídas com o tratamento de urgência.

O relato ilustra o peso financeiro que recai sobre o cidadão comum diante das falhas na prestação de serviços estatais essenciais. A necessidade de financiamento próprio por parte de famílias de baixa renda evidencia os limites da assistência pública e gera um ciclo de endividamento para manter pacientes vivos.

Organizações sociais e profissionais da área cobram do governo paraguaio medidas efetivas de reestruturação do sistema sanitário e maior transparência na alocação de recursos públicos para suprir os hospitais. Enquanto o setor público não garante o abastecimento regular de remédios e materiais, pacientes continuam dependendo de redes de solidariedade e do esforço próprio para obter atendimento médico básico.

Com informações de G1 Mundo.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro BR:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias do Brasil que importam, uma vez por semana. Sem spam.