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Geral· 27 de julho de 2026· 1 min de leitura

Estatal repassou R$ 3,3 milhões a aliados políticos em convênio com UFRJ

Parceria de R$ 35 milhões sem licitação beneficiou cabos eleitorais e parentes de políticos com bolsas de pesquisa.

Redação Giro BR
Estatal repassou R$ 3,3 milhões a aliados políticos em convênio com UFRJ

A empresa estatal PortosRio direcionou R$ 3,3 milhões para o pagamento de 305 bolsistas com conexões político-partidárias. Os repasses ocorreram por meio de um convênio de R$ 35 milhões firmado sem licitação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A constatação consta em um levantamento baseado em uma folha de pagamentos sigilosa que detalha a destinação da primeira parcela dos recursos públicos.

Entre os contemplados pelos pagamentos estão cabos eleitorais, candidatos que disputaram as últimas eleições, ex-servidores públicos, dirigentes de partidos e parentes de figuras políticas. A seleção desses nomes ocorreu dentro do escopo do acordo bilionário voltado para prestação de serviços acadêmicos e técnicos, gerando questionamentos sobre a finalidade real dos recursos repassados pela administração federal.

A ausência de processo licitatório para a efetivação do contrato principal coloca sob escrutínio a eficiência na aplicação do dinheiro arrecadado de impostos. Convênios firmados diretamente entre órgãos estatais e instituições federais de ensino superior têm sido alvo frequente de auditorias devido ao risco de desvio de finalidade na contratação de pessoal para projetos de pesquisa e extensão.

A utilização de estruturas acadêmicas para o escoamento de verbas a aliados políticos compromete a integridade do serviço público e impõe custos desnecessários ao contribuinte. A sociedade financia a máquina estatal e as universidades na expectativa de retorno técnico e científico, e não para a manutenção de redes de apoio eleitoral com dinheiro público.

Os órgãos de controle interno e externo devem aprofundar as investigações sobre a totalidade do convênio para verificar se há irregularidades na seleção dos demais beneficiários. A fiscalização rigorosa sobre contratos sem licitação é o único mecanismo eficaz para garantir a responsabilidade fiscal e a correta aplicação do orçamento federal.

Com informações de Revista Oeste.

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