Governador do Rio avança em Brasília por adesão a novo regime fiscal
Governador em exercício do Rio, Claudio Castro, negociou em Brasília a adesão do estado ao Propag. O movimento ocorre após o anúncio da saída do Rio do Regime de Recuperação Fiscal.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro, esteve em Brasília para uma rodada de negociações visando a adesão do estado ao Programa de Ajuste Fiscal (Propag). A iniciativa ocorre em um momento de transição fiscal para o Rio, logo após o anúncio da saída do estado do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia anunciado a desvinculação do Rio do RRF, um programa federal criado para auxiliar estados em grave crise financeira a reestruturar suas dívidas e equilibrar as contas públicas. A saída do regime significa que o estado precisa agora de um novo arcabouço para manter a disciplina fiscal e garantir a sustentabilidade de suas contas.
Na capital federal, Castro se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O encontro teve como pauta principal a formalização dos próximos passos para que o Rio de Janeiro possa integrar o Propag, uma alternativa que busca oferecer um caminho para a estabilidade financeira dos entes federativos.
O Propag, ainda em fase de detalhamento, é desenhado para estados que necessitam de apoio federal para manter o equilíbrio fiscal, mas com regras e condicionalidades distintas do RRF. A expectativa é que o programa exija compromissos claros com a responsabilidade orçamentária e a gestão eficiente dos recursos públicos.
Para o contribuinte e o setor produtivo, a transição entre regimes fiscais é fundamental. A adesão a um programa como o Propag implica a manutenção de um controle rigoroso sobre os gastos públicos e a busca por eficiência na gestão, evitando que a carga tributária recaia de forma desproporcional sobre a sociedade e o custo de vida aumente.
As negociações em Brasília são cruciais para definir as condições e os prazos para a entrada do Rio no Propag. O sucesso dessas conversas determinará o cenário fiscal do estado nos próximos anos, impactando a capacidade de investimento e a prestação de serviços essenciais à população fluminense.
Com informações de VEJA.
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