Governo brasileiro ainda avalia retorno de embaixador para a Argentina
Diplomata foi chamado de volta ao país após atritos verbais entre os governos de Brasília e Buenos Aires.

O governo brasileiro mantém em aberto a decisão sobre o retorno do embaixador à Argentina, semanas após a convocação do diplomata para consultas em Brasília. A movimentação ocorreu em meio ao desgaste diplomático gerado pelas declarações do presidente argentino, Javier Milei, durante uma convenção partidária do PL no Brasil.
A crise institucional colocou em evidência o distanciamento entre as administrações dos dois países vizinhos, parceiros históricos no comércio regional. A diplomacia brasileira avalia o momento político e a viabilidade de restaurar o canal oficial de diálogo em alto nível, ponderando os custos econômicos e comerciais de um prolongamento do impasse.
Para o setor produtivo nacional, a manutenção do posto de embaixador em nível inferior ao ideal traz apreensão quanto à fluidez das negociações no âmbito do Mercosul. Empresários e exportadores cobram pragmatismo das chancelarias para evitar prejuízos ao fluxo bilateral de mercadorias, que movimenta bilhões de dólares anualmente.
Do lado argentino, as reiteradas críticas de Milei à condução econômica e ideológica de governos da região fazem parte de sua estratégia discursiva externa. No entanto, o peso do Brasil como principal parceiro comercial sul-americano exige cautela redobrada por parte da Casa Rosada para conter danos à economia argentina.
O Ministério das Relações Exteriores conduz o caso com discrição, sem estipular um prazo definitivo para o reenvio do representante diplomático ao país vizinho. A normalização das relações depende de garantias mínimas de pragmatismo institucional e da preservação dos acordos comerciais vigentes entre os dois Estados.
Com informações de Metrópoles.
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