Juíza que deu perdão judicial a Monique Medeiros julgará homicídio no Rio
A magistrada Elizabeth Machado Louro, conhecida pela decisão no caso Henry Borel, presidirá o júri de policiais acusados pela morte de Kathlen Romeu, que estava grávida.

A juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, será a responsável por presidir o julgamento dos policiais Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano. Eles são acusados do homicídio de Kathlen Romeu, ocorrido em junho de 2021, e o processo agora ganha atenção devido ao histórico da magistrada.
Kathlen Romeu, de 24 anos, estava grávida de 13 semanas quando foi morta. O caso gerou grande repercussão na época, com a vítima fatalmente atingida em uma comunidade do Rio de Janeiro.
A juíza Louro é a mesma que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do garoto Henry Borel, no julgamento do assassinato da criança. A decisão foi proferida após a desclassificação da acusação contra Medeiros.
Na ocasião, a acusação de homicídio doloso (com intenção de matar) foi alterada para homicídio culposo (sem intenção). Essa mudança permitiu a aplicação do perdão judicial, que, embora reconheça a culpa, impede a imposição de pena em circunstâncias específicas.
A decisão no caso Henry Borel gerou amplos debates sobre o sistema judicial e as interpretações legais, especialmente em crimes de grande comoção pública. A figura da magistrada, portanto, já é alvo de escrutínio.
Agora, a condução do julgamento dos policiais acusados pela morte de Kathlen Romeu trará novamente os holofotes para o II Tribunal do Júri e para as decisões da juíza Elizabeth Machado Louro, influenciando a percepção pública sobre a justiça no caso.
Com informações de Revista Oeste.
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