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Política· 27 de julho de 2026· 2 min de leitura

Lula discute terras-raras com Xi Jinping e recebe presidente sul-coreano

Parcerias em minerais críticos e inteligência artificial dominam a agenda diplomática do governo brasileiro com Pequim e Seul.

Redação Giro BR
Lula discute terras-raras com Xi Jinping e recebe presidente sul-coreano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por mais de uma hora com o líder da China, Xi Jinping, neste domingo. No centro da pauta bilateral estiveram a cooperação estratégica em terras-raras e o desenvolvimento conjunto de inteligência artificial. Apesar da relevância comercial da relação entre os dois países, o Itamaraty informou que o diálogo não incluiu o debate sobre as tarifas aplicadas pela China à importação de carne bovina brasileira.

Enquanto negocia acordos tecnológicos com Pequim, o Palácio do Planalto se prepara para receber nesta segunda-feira o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. A visita oficial marca aprofundamento das relações bilaterais, poucos meses depois da viagem que Lula fez ao território sul-coreano em fevereiro deste ano.

A passagem de Lula pela Coreia do Sul em fevereiro teve status inédito de visita de Estado, honraria diplomática reservada a compromissos de maior peso político e econômico. Nas viagens anteriores realizadas em 2005 e 2010, o formato oficial adotado havia sido outro, refletindo o ganho de prioridade que o governo brasileiro passou a dar ao mercado sul-coreano.

Na pauta do encontro desta segunda-feira com a comitiva sul-coreana, os minerais críticos e as terras-raras voltam a ocupar posição de destaque. O governo busca atrair investimentos estrangeiros para a cadeia produtiva desses insumos essenciais, fundamentais para a transição energética global e para a indústria de alta tecnologia.

A corrida internacional por minerais raros coloca o Brasil em uma posição estratégica devido à abundância de reservas naturais em solo nacional. Contudo, especialistas do setor produtivo apontam que o país precisa destravar marcos regulatórios e garantir segurança jurídica para transformar potencial mineral em riqueza efetiva para a economia.

Na prática, a movimentação diplomática busca posicionar o Brasil como fornecedor indispensável de insumos tecnológicos para potências asiáticas. A eficácia dessas parcerias dependerá da capacidade do Executivo em negociar contrapartidas vantajosas para o setor industrial interno e evitar a mera exportação de matéria-prima sem valor agregado.

Com informações de Poder360.

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