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Economia· 10 de junho de 2026· 1 min de leitura

Morgan corta preço-alvo de Casas Bahia e Magalu para R$ 1,25

Analistas da Morgan Stanley revisam projeções para varejistas de bens duráveis, citando cenário de juros altos e concorrência acirrada.

Redação Giro BR
Morgan corta preço-alvo de Casas Bahia e Magalu para R$ 1,25

O banco Morgan Stanley revisou suas projeções para as ações de varejistas de bens duráveis, como Casas Bahia e Magalu, reforçando a recomendação de venda para os papéis. A instituição financeira também cortou o preço-alvo das ações da Casas Bahia (BHIA3) para R$ 1,25.

A decisão reflete o cenário desafiador para o setor, marcado pela persistência de juros elevados no Brasil. As altas taxas de juros encarecem o crédito, impactando diretamente o poder de compra dos consumidores para bens de maior valor agregado, como eletrodomésticos e móveis.

Além disso, a análise do Morgan Stanley aponta para a crescente pressão competitiva no mercado de comércio eletrônico. Nesse ambiente, plataformas como o Mercado Livre continuam a expandir sua participação, oferecendo maior variedade de produtos e prazos de entrega competitivos.

O cenário de juros altos afeta a capacidade de investimento das empresas e a demanda por bens duráveis, que geralmente são adquiridos com financiamento. A dificuldade de acesso ao crédito e o custo financeiro elevado impactam a lucratividade e o fluxo de caixa dessas companhias.

A consolidação do Mercado Livre como líder no e-commerce brasileiro sugere que os varejistas tradicionais enfrentam dificuldades em competir com a escala e a eficiência logística da gigante do setor.

Esses fatores combinados levam os analistas a manterem uma visão pessimista sobre o desempenho das ações de Casas Bahia e Magalu no curto e médio prazo, justificando a recomendação de venda e a redução dos preços-alvo.

A revisão das projeções pelo Morgan Stanley sinaliza a cautela do mercado financeiro em relação ao setor de varejo de bens duráveis, que necessita de um ambiente econômico mais favorável para apresentar recuperação consistente.

Com informações de InfoMoney.

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