Senado dos EUA impede espionagem de estrangeiros por agências
Lei que permitiria a coleta de dados de não americanos no exterior não teve sua renovação aprovada pelo plenário.

O Senado dos Estados Unidos votou contra a renovação da lei que autoriza as agências de inteligência do país a coletarem dados de cidadãos estrangeiros fora do território americano. A decisão, tomada nesta sexta-feira (5), impede a continuidade dos poderes de vigilância sobre pessoas no exterior.
A legislação em questão permitia que serviços de inteligência dos EUA realizassem a espionagem de indivíduos que não possuíam nacionalidade americana, mas que estivessem em outros países. A não aprovação de sua renovação significa que essa capacidade de vigilância, nos moldes atuais, chega ao fim.
O resultado da votação indica uma divisão ou uma reconsideração sobre os limites da atuação das agências de inteligência americanas em âmbito global. A oposição à renovação pode refletir preocupações com privacidade, soberania de outras nações ou o uso de dados coletados.
Sem a renovação, as agências de inteligência dos EUA precisarão operar sob regras mais restritas ou buscar novas bases legais para realizar atividades de vigilância no exterior. A medida pode ter implicações para a forma como os EUA conduzem suas operações de inteligência e coleta de informações em outros países.
A decisão do Senado pode gerar debates sobre a segurança nacional e a privacidade em escala internacional. A forma como os Estados Unidos equilibrarão a necessidade de inteligência com as preocupações sobre vigilância em massa será um ponto de atenção.
Com informações de Folha de SP - Mundo.
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