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Política· 17 de junho de 2026· 2 min de leitura

Silêncio de Cid sobre delação afeta discurso de Gilmar Mendes

Críticas do ministro do STF à Lava Jato e outras operações foram questionadas após ausência de depoimento de Cid sobre caso Banco Master.

Redação Giro BR
Silêncio de Cid sobre delação afeta discurso de Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar a Operação Lava Jato e outras ações de combate à corrupção, como a Operação Compliance Zero. As declarações ocorreram durante o julgamento da Segunda Turma que decidiu pela manutenção das prisões de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master.

A fala de Mendes, que reiterou suas conhecidas ressalvas sobre métodos investigativos, ganhou um contraponto inesperado. O silêncio de Cid Gomes, ex-ministro e figura política influente, sobre uma eventual delação envolvendo o caso do Banco Master levanta questionamentos sobre a solidez dos argumentos do ministro.

Fontes indicam que Cid Gomes seria uma peça-chave em investigações que poderiam ter ligação com as operações em questão. A ausência de um depoimento formal ou de informações relevantes por parte de Cid sobre o caso Banco Master enfraquece a narrativa de que as operações de combate à corrupção seriam indiscriminadas ou excessivamente severas, como Gilmar Mendes tem defendido.

A postura de Gilmar Mendes, que historicamente se posiciona contra a Lava Jato e em defesa de garantias processuais mais amplas, parece ter sido abalada pela falta de contribuição de Cid Gomes. A expectativa era de que Cid pudesse trazer elementos que corroborassem a tese de que a Operação Compliance Zero, por exemplo, estaria extrapolando seus limites.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve suas prisões mantidas pela Segunda Turma do STF. A investigação apura supostos crimes financeiros e outras irregularidades relacionadas à gestão da instituição.

A Operação Compliance Zero, mencionada por Gilmar Mendes, investiga desvios e fraudes em contratos públicos. A crítica do ministro sugere que a operação poderia estar sendo utilizada de forma desproporcional, sem a devida base legal ou com excesso de rigor.

O caso Banco Master e as declarações de Gilmar Mendes expõem as tensões dentro do judiciário sobre os métodos de combate à corrupção. A posição do decano do STF, que busca questionar a validade de certas operações, esbarra na ausência de informações de figuras como Cid Gomes, que poderiam ou não sustentar tais críticas.

A ausência de um pronunciamento de Cid Gomes sobre o caso Banco Master impacta diretamente o discurso de Gilmar Mendes, gerando um vácuo de informação que pode ser interpretado como uma fragilidade na argumentação do ministro sobre a condução das investigações.

Com informações de O Antagonista.

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