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Geral· 04 de junho de 2026· 2 min de leitura

Testamento vital reduz em 25% intervenções médicas no fim da vida

Estudo com idosos revela que diretivas antecipadas de vontade influenciam decisões sobre cuidados terminais, permitindo escolhas pessoais.

Redação Giro BR
Testamento vital reduz em 25% intervenções médicas no fim da vida

Um estudo recente, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, revelou que pacientes idosos com diretivas antecipadas de vontade em seus prontuários eletrônicos têm uma probabilidade 25% menor de serem submetidos a certos cuidados ou intervenções no fim da vida. Este documento, conhecido como testamento vital, permite que indivíduos expressem suas escolhas sobre tratamento médico em situações de doença grave e incurável, enquanto ainda estão lúcidos.

As diretivas antecipadas de vontade são instrumentos legais pelos quais uma pessoa, em pleno gozo de suas faculdades mentais, registra seus desejos sobre como deseja ser cuidada e tratada por equipes médicas caso venha a enfrentar uma condição terminal. O objetivo principal é garantir que as preferências do paciente sejam respeitadas, mesmo que ele não possa mais comunicá-las diretamente.

A pesquisa que embasou esta conclusão envolveu 2.850 idosos com 65 anos ou mais. A análise focou especificamente na presença desses documentos nos registros médicos dos participantes e na correlação com as decisões de tratamento nos estágios finais da vida.

A redução de 25% na probabilidade de receber certos cuidados de fim de vida, como indicado pelo estudo, sugere que as diretivas antecipadas promovem uma maior autonomia do paciente. Elas permitem que o indivíduo tenha controle sobre seu próprio corpo e sobre o tipo de assistência que deseja ou não receber, evitando tratamentos que considere fúteis ou excessivos.

Este tema se alinha com a discussão sobre cuidados paliativos, que buscam proporcionar conforto e qualidade de vida a pacientes com doenças graves e incuráveis. A literatura médica frequentemente descreve os cuidados paliativos como um “ato de amor” ao fim da vida, focando no bem-estar e na dignidade do paciente, em vez da cura impossível.

A existência de um testamento vital também pode aliviar o peso das decisões para familiares e equipes médicas. Com as vontades do paciente documentadas, há clareza e menos espaço para dúvidas ou conflitos sobre qual o melhor caminho a seguir, respeitando a autonomia individual.

Na prática, a formalização das diretivas antecipadas de vontade representa uma ferramenta para o exercício da liberdade individual e da responsabilidade pessoal na gestão da própria saúde. Ela assegura que as escolhas sobre o fim da vida sejam feitas pelo próprio paciente, reduzindo intervenções médicas indesejadas e promovendo um processo mais digno e alinhado aos seus valores.

Com informações de G1 (Globo).

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