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Economia· 31 de julho de 2026· 1 min de leitura

Treasury de 30 anos atinge maior patamar desde 2007 nos Estados Unidos

Títulos da dívida americana operam em forte alta e pressionam os mercados globais nesta sexta-feira.

Redação Giro BR
Treasury de 30 anos atinge maior patamar desde 2007 nos Estados Unidos

Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos registraram nova disparada nesta sexta-feira, com o papel de 30 anos alcançando uma taxa de 5,277 por cento. O patamar representa o maior nível para esse vencimento desde abril de 2007, gerando forte repercussão nos mercados internacionais e acendendo alertas sobre o custo do crédito global.

Paralelamente, o Treasury de 10 anos também avançou e atingiu a sua máxima desde outubro de 2024, operando a 4,747 por cento. A escalada nas taxas desses papéis reflete a retificação das expectativas dos investidores em relação à inflação e à trajetória dos juros americanos.

O movimento de alta nos rendimentos foi impulsionado após declarações recentes que mexeram com o humor dos investidores na maior economia do mundo. A alta rentabilidade da dívida soberana americana costuma atrair capital global, drenando recursos de mercados emergentes e encarecendo o financiamento em dólar.

Para o Brasil e outras economias em desenvolvimento, a alta dos juros nos Estados Unidos representa um desafio fiscal e cambial relevante. Taxas mais altas na dívida americana reduzem o apetite por risco em ativos de países emergentes, o que pressiona o câmbio e encarece a rolagem da dívida externa.

A alta nos rendimentos dos Treasuries afeta diretamente o custo de empréstimos corporativos e governamentais ao redor do planeta. Com o dinheiro mais caro na fonte americana, empresas e governos enfrentam um cenário de restrição de crédito e maior rigor na alocação de recursos.

Com informações de Money Times.

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