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Cidades· 23 de setembro de 2026· 1 min de leitura

IA não substitui base sólida em programação, aponta especialista

Popularização de ferramentas de código exige mais matemática e lógica, afirma presidente de novo instituto de tecnologia.

Por Rafael Barcelar· Editor
IA não substitui base sólida em programação, aponta especialista

A proliferação de ferramentas de inteligência artificial capazes de escrever códigos em poucos segundos não diminui a relevância do aprendizado estruturado em computação. A avaliação é de Leandro Villas, presidente do Itec, novo instituto de tecnologia que inicia suas atividades no Rio Grande do Sul. O uso inadequado ou a dependência excessiva dessas tecnologias pode prejudicar a formação técnica dos estudantes.

Segundo o dirigente, a facilidade na geração automatizada de códigos eleva, na verdade, a exigência por uma base sólida em disciplinas fundamentais como matemática e lógica. Sem esse embasamento teórico prévio, o profissional perde a capacidade de auditar, corrigir e validar o conteúdo produzido de forma sintética pelas máquinas.

Novo instituto no RS

O Itec surge em um momento de transição no mercado de trabalho para profissionais de desenvolvimento de software e tecnologia. A instituição recém-criada no estado gaúcho pretende alinhar a preparação dos alunos às demandas reais das empresas por produtividade, sem abrir mão do rigor acadêmico necessário.

A proposta pedagógica busca afastar a ilusão de que a automação elimina a necessidade de raciocínio algorítmico complexo. O domínio das ferramentas depende diretamente da capacidade humana de estruturar o problema antes de delegar a execução ao sistema computacional.

A expansão do uso corporativo de inteligência artificial generativa pressiona o setor educacional a atualizar currículos rapidamente. Instituições de ensino enfrentam o desafio de integrar as novas tecnologias sem transformar o aluno em um mero operador de softwares de terceiros.

O impacto prático dessa mudança recae sobre a empregabilidade dos novos profissionais. O mercado prioriza quem demonstra discernimento técnico e autonomia intelectual sobre a simples capacidade de copiar comandos gerados por sistemas automatizados.

Com informações de Folha de SP - Cotidiano.

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