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Voto virtual na Câmara: sistema remoto permite pautas sensíveis com plenário vazio

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O Sistema Remoto de Votações (SDR) na Câmara dos Deputados, um legado da pandemia de Covid-19, consolidou-se como um mecanismo de “defesa” para parlamentares e um instrumento de poder para a presidência da Casa.

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Atualmente, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) utiliza a ferramenta para conduzir a análise de projetos sensíveis, mesmo com o plenário esvaziado.

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Inicialmente, o SDR foi concebido para garantir a continuidade das atividades legislativas em um período de restrições sanitárias.

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A proposta era manter a Câmara em funcionamento, permitindo que os deputados votassem à distância, preservando a saúde pública.

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Contudo, o que era uma solução emergencial transformou-se em uma prática rotineira.

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