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Economia· 03 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Ações da CSN disparam quase 20 por cento com troca na presidência

Benjamin Steinbruch deixa o comando da companhia após 24 anos e Fabio Schvartsman assume a presidência executiva.

Por Rafael Barcelar· Editor
Ações da CSN disparam quase 20 por cento com troca na presidência

As ações da CSN registraram forte alta e chegaram a disparar 19,90 por cento nesta quinta-feira (3), liderando os ganhos do Ibovespa. A oscilação na bolsa de valores ocorreu logo após a confirmação da saída de Benjamin Steinbruch do cargo de diretor-presidente da companhia. Ele esteve no comando da empresa por 24 anos e sua substituição marca uma mudança na governança corporativa da siderúrgica.

Para o lugar de Steinbruch, o conselho de administração escolheu Fabio Schvartsman. O novo executivo possui histórico de atuação no setor de mineração e siderurgia, tendo ocupado a presidência da Vale entre 2017 e 2019. A chegada de Schvartsman ao comando da CSN gerou imediata reação positiva entre os investidores, que negociaram os papéis com forte volume de compra ao longo da sessão.

Reação do mercado financeiro

A valorização expressiva reflete a expectativa do mercado por uma nova fase na gestão da companhia. Analistas financeiros e acionistas costumam reagir a substituições na cúpula corporativa na tentativa de antecipar reestruturações operacionais e foco em eficiência de custos. A liderança de Steinbruch era marcada por um longo ciclo de forte presença familiar e estratégica na condução dos negócios da empresa.

Com a troca na presidência, o foco dos acionistas volta-se para a capacidade do novo executivo em enxugar despesas e otimizar a alocação de capital em um cenário de custos elevados para o setor industrial. O mercado avalia como a nova gestão vai lidar com o endividamento e com os projetos de expansão da siderúrgica nos próximos trimestres.

A mudança de comando impõe um teste sobre a governança e a transparência perante o mercado acionário brasileiro. A reação inicial demonstra que os investidores aprovam a injeção de novos nomes na liderança executiva, mas a sustentabilidade dessa alta dependerá dos próximos balanços financeiros e da entrega de resultados operacionais sólidos.

Com informações de Money Times.

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