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Política· 26 de julho de 2026· 2 min de leitura

Deputada aciona PGR contra ato político com Milei e vídeo de inteligência artificial

Representação protocolada na Procuradoria-Geral da República aponta suposta violação da legislação eleitoral em evento com o presidente argentino e o senador Flávio Bolsonaro.

Redação Giro BR
Deputada aciona PGR contra ato político com Milei e vídeo de inteligência artificial

A deputada federal Delegada Adriana Ventura (Novo-SP) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, em um evento político ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A peça jurídica também questiona o uso de um vídeo gerado por inteligência artificial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a mobilização.

A movimentação jurídica sustenta que a presença de um chefe de Estado estrangeiro em palanque partidário no Brasil fere normas da legislação eleitoral e compromete a lisura do processo político. Os parlamentares que assinam a iniciativa cobram uma investigação rigorosa sobre o alcance e a legalidade da intervenção externa em atos de natureza político-partidária no território nacional.

O ponto central da denúncia recai sobre a exibição de conteúdos manipulados por tecnologia de inteligência artificial. A representação aponta que a utilização dessas ferramentas para simular falas ou presenças de figuras públicas em palanques pode induzir o eleitorado ao erro e desequilibrar a disputa institucional.

A legislação eleitoral brasileira impõe restrições severas ao uso de recursos tecnológicos que alterem a percepção da realidade em propagandas e eventos de campanha. O debate sobre os limites da inteligência artificial ganhou força no Congresso Nacional com a tramitação de projetos que buscam coibir a desinformação em massa durante os pleitos.

Especialistas em direito eleitoral apontam que a fiscalização sobre o uso de ferramentas sintéticas ainda carece de regulamentação detalhada, o que abre margem para controvérsias jurídicas recorrentes. A atuação da PGR agora consistirá em analisar se os elementos apresentados configuram abuso de poder econômico, político ou uso indevido dos meios de comunicação.

Os organizadores do evento ainda não se manifestaram formalmente sobre o teor da representação entregue ao Ministério Público Federal. A defesa do senador Flávio Bolsonaro argumenta que a manifestação pública ocorreu dentro dos limites da liberdade de expressão e do debate democrático entre lideranças de direita.

O caso agora segue para análise técnica no âmbito da Procuradoria-Geral da República, órgão que decidirá se há fundamentos legais para abrir uma investigação formal ou se o caso será arquivado. A decisão do órgão ministerial definirá o precedente para futuras intervenções tecnológicas e estrangeiras em atos políticos no país.

Com informações de Poder360.

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