AGU acusa Rumble de alterar tese jurídica para tentar manter ação
Órgão jurídico do governo federal aponta que processo trata de atos exercidos por ministro do Supremo Tribunal Federal e pede a extinção definitiva da ação.

A Advocacia-Geral da União apresentou nova manifestação jurídica em que acusa a plataforma Rumble de modificar sua tese jurídica com o único propósito de tentar manter viva uma ação judicial movida contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. De acordo com o órgão, a alteração nos argumentos apresentados pela empresa demonstra uma tentativa processual de contornar os impedimentos legais existentes para a tramitação do caso.
A movimentação processual gira em torno de atos praticados pelo magistrado no exercício de suas funções na mais alta corte do país. Para a AGU, a tentativa da empresa de reconfigurar a natureza da demanda não altera a essência do processo, que atinge diretamente a atuação institucional do ministro e invade a competência de análise do próprio tribunal.
Nos documentos entregues ao Poder Judiciário, os representantes do governo federal reiteraram a defesa pela extinção imediata do processo. O argumento central é de que a via judicial escolhida pela empresa estrangeira é inadequada para questionar decisões ou medidas adotadas por ministros da suprema corte no estrito cumprimento de seus deveres constitucionais.
O debate jurídico expõe o embate contínuo entre empresas de tecnologia estrangeiras e o aparato regulatório brasileiro. A atuação da AGU reforça a posição de blindagem institucional aos atos emanados pelo Supremo Tribunal Federal, combatendo contestações judiciais que o governo classifica como tentativas de enfraquecer a soberania das decisões nacionais.
A discussão também traz à tona o custo regulatório e a insegurança jurídica enfrentada por plataformas digitais que operam no território brasileiro ao desafiarem decisões judiciais locais. Enquanto o embate segue nos tribunais, a exigência de cumprimento das ordens proferidas pela corte se mantém como regra obrigatória para todas as companhias do setor.
Na prática, a insistência da plataforma em manter o litígio aberto prolonga uma disputa que enfrenta forte resistência do poder público brasileiro. O desfecho esperado pelo governo é o encerramento definitivo do caso sem qualquer alteração nas medidas determinadas pelo STF.
Com informações de Metrópoles.
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