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Economia· 05 de setembro de 2026· 3 min de leitura

Carro por aplicativo ou carro próprio: o que sai mais barato

O aplicativo vence para quem roda pouco; o carro próprio compensa quando você dirige muito e soma tudo o que ele custa por mês.

Por Rafael Barcelar· Editor
Carro por aplicativo ou carro próprio: o que sai mais barato

Não existe resposta única, e a conta é simples de fazer: some tudo o que um carro próprio custa por mês e divida pelo número de corridas que você faria de aplicativo no mesmo período. Se você roda pouco na cidade e quase não sai do bairro, o aplicativo costuma sair na frente. Se você dirige todo dia, carrega família ou mora longe do trabalho, o carro próprio tende a compensar.

O erro mais comum é comparar só o preço da gasolina com o valor da corrida. O carro próprio cobra muito mais do que combustível, e boa parte desse custo você paga mesmo com o carro parado na garagem.

O que um carro próprio custa de verdade

Além do valor da compra ou da parcela do financiamento, entram no cálculo o IPVA, o licenciamento anual, o seguro, a manutenção preventiva, os pneus, o estacionamento e a desvalorização do veículo com o tempo. A desvalorização é o custo que quase ninguém enxerga, porque não vem em forma de boleto, mas some do seu patrimônio a cada ano.

Junte todos esses valores num período de doze meses e divida por doze. Esse é o custo real de ter o carro por mês, antes mesmo de dar a primeira partida.

Como fazer a comparação

Anote quantas viagens você faz por semana e simule o preço médio delas no aplicativo, em horários e trajetos parecidos com os seus. Multiplique por quatro para ter o mês. Compare esse total com o custo mensal do carro próprio que você calculou acima, somando também o combustível que você gastaria dirigindo.

Inclua no lado do aplicativo o que ele te poupa, como não pagar estacionamento, não se preocupar com manutenção e poder beber sem dirigir. Do lado do carro, inclua o valor de tê-lo disponível a qualquer hora, viajar na estrada e carregar volumes.

Quando cada opção compensa

O aplicativo tende a ganhar para quem usa transporte público na maior parte dos dias e recorre ao carro só de vez em quando. Também costuma valer para quem mora em região central, com trânsito e estacionamento caros.

O carro próprio compensa para quem roda muitos quilômetros por dia, precisa de horários imprevisíveis, mora em local mal servido de transporte ou transporta crianças e equipamentos com frequência. Nesses casos, o custo por viagem do carro cai bastante e o aplicativo fica caro.

Faça as duas contas com os seus números reais antes de decidir. A resposta muda de pessoa para pessoa, e às vezes a saída é ter um carro mais barato ou manter só um na família.

Perguntas frequentes

Vale a pena vender o carro e usar só aplicativo?

Só se a sua conta mostrar que o gasto mensal com corridas fica abaixo do custo total de manter o veículo. Some tudo, inclusive a desvalorização, antes de decidir.

Como incluir a desvalorização na conta?

Pesquise por quanto um carro igual ao seu, porém um ano mais velho, está sendo vendido hoje. A diferença aproximada é quanto ele perde por ano, e isso entra no custo anual.

E se eu precisar do carro só em emergências?

Nesse caso o aplicativo, o transporte público e o aluguel de carro por dia costumam sair mais barato do que manter um veículo parado só por segurança. Avalie a frequência real dessas emergências.

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