Consumo em alta desafia juros altos e dívida elevada
Apesar de cenário de endividamento e juros, gastos das famílias brasileiras crescem, contrariando expectativas de economistas.
A economia brasileira apresenta um comportamento inesperado, com o consumo das famílias mantendo-se em alta mesmo diante de juros elevados e endividamento recorde. Economistas projetavam uma desaceleração da atividade econômica já no início de 2026, mas os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB) indicam o oposto.
O consumo das famílias registrou um avanço de 1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,7%, demonstrando a resiliência do setor.
Esse cenário contrasta com as expectativas de mercado, que previam um impacto negativo dos juros altos e da inadimplência sobre os gastos dos consumidores. A taxa básica de juros, que atingiu o maior patamar em duas décadas, iniciou um ciclo de queda, mas ainda se mantém em níveis que, em tese, deveriam frear o consumo.
O endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras alcançaram patamares recordes, o que, segundo a teoria econômica tradicional, deveria levar a uma redução drástica dos gastos.
No entanto, a força do consumo sugere que outros fatores podem estar impulsionando as despesas, como a melhora do mercado de trabalho e a renda maior, embora o texto original não detalhe esses pontos.
A persistência do consumo em alta em um ambiente de juros elevados e dívidas crescentes é um fenômeno que continuará sob observação dos analistas econômicos nas próximas divulgações de dados.
Com informações de G1 (Globo).
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