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Economia· 20 de junho de 2026· 1 min de leitura

Ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro vira réu por rachadinha no Rio

Jorge Luiz Fernandes e outros seis ex-assessores responderão na Justiça do Rio por organização criminosa e peculato.

Redação Giro BR
Ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro vira réu por rachadinha no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia e tornou réu Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), e mais seis ex-assessores, pelos crimes de organização criminosa e peculato. A decisão marca um novo avanço nas investigações sobre o esquema conhecido como "rachadinha" envolvendo o gabinete do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além de Fernandes, os outros seis ex-assessores também responderão pelas mesmas acusações. O peculato, neste contexto, refere-se ao desvio de dinheiro público, enquanto a organização criminosa aponta para a atuação conjunta e estruturada para cometer tais delitos.

O esquema de "rachadinha" é investigado há anos e envolve a suposta prática de funcionários de gabinetes parlamentares devolverem parte de seus salários a políticos ou a seus operadores. A prática, se comprovada, configura desvio de verbas públicas, lesando o erário e a confiança do eleitor.

Com a aceitação da denúncia, os sete indivíduos passam à condição de réus, o que implica no início de um processo criminal onde serão apresentadas provas e defesas. A fase processual subsequente poderá levar a condenações ou absolvições, dependendo das evidências apresentadas.

A decisão da Justiça carioca tem implicações significativas para a imagem pública e política dos envolvidos, especialmente por atingir um ex-colaborador próximo de um membro da família Bolsonaro. A repercussão do caso contribui para o debate sobre a fiscalização do uso de recursos públicos e a ética na gestão de cargos parlamentares.

A partir de agora, o processo seguirá as etapas judiciais, com a coleta de depoimentos, perícias e demais atos processuais. A sociedade aguarda o desfecho para um caso que toca diretamente na probidade administrativa e na responsabilidade fiscal com o dinheiro do contribuinte.

Com informações de InfoMoney.

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