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Geral· 15 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Federação Paulista mantém atleta trans no voleibol feminino e diverge da CBV

Entidade estadual preservou as regras iniciais do torneio um dia após a confederação nacional restringir a categoria ao sexo biológico.

Por Rafael Barcelar· Editor
Federação Paulista mantém atleta trans no voleibol feminino e diverge da CBV

A ponteira Tifanny Abreu foi autorizada pela Federação Paulista de Volleyball a continuar disputando o Campeonato Paulista Feminino de Vôlei pelo Osasco São Cristóvão. A decisão da entidade estadual foi divulgada neste sábado, 15, e consiste na preservação das normas que estavam vigentes no início da competição, iniciada na última quinta-feira, 13.

A manifestação da federação paulista ocorreu exatamente um dia depois de a Confederação Brasileira de Voleibol publicar uma nova política de elegibilidade para os campeonatos femininos. A norma nacional estabelece a restrição da participação exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino, criando um contraste direto com a diretriz adotada no âmbito estadual.

A jogadora, que se apresenta como mulher trans, permanece apta a atuar nas partidas organizadas pela liga de São Paulo enquanto a federação local mantiver o entendimento atual sobre o regulamento. A divergência entre as esferas nacional e estadual coloca em evidência a ausência de uma padronização normativa sobre o tema no esporte brasileiro.

A autonomia das federações estaduais na condução de seus torneios permite que decisões administrativas diferiram das diretrizes das confederações em determinados contextos jurídicos e regulamentares. No entanto, a nova postura da Confederação Brasileira de Voleibol pressiona as entidades locais a alinharem seus critérios de elegibilidade nas próximas temporadas.

Para o setor esportivo e para as equipes, a falta de convergência entre as regras gera insegurança jurídica e debates recorrentes sobre a equidade nas competições femininas. O impacto financeiro e de planejamento para os clubes decorre diretamente da indefinição sobre quem pode ou não integrar os planteis profissionais.

A definição sobre a continuidade de atletas transgênero em quadra segue dependendo das próximas deliberações jurídicas e administrativas das entidades esportivas. As equipes aguardam um posicionamento definitivo que encerre a dualidade regulamentar entre confederação e federações estaduais.

Com informações de Revista Oeste.

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