Governo de PE repassa R$ 642 mil a empresa de suposto operador
Empresa ligada a Amisadai Silva registrou alta de 21 por cento em pagamentos recebidos do estado neste ano.

Uma empresa vinculada a Amisadai Silva, apontado como operador de um esquema conhecido como gabinete do ódio, recebeu R$ 642 mil em repasses do governo de Pernambuco neste ano. Os pagamentos geraram questionamentos sobre a destinação de recursos públicos e a gestão de contratos na administração estadual.
Dados oficiais mostram que o volume de recursos destinados à firma apresentou um crescimento de 21 por cento em comparação com o período anterior. O avanço nos repasses levanta debates sobre a eficiência no uso do dinheiro do contribuinte e a necessidade de rigor na fiscalização de contratos firmados pelo poder público.
Reação do governo estadual
Diante da repercussão do caso, a governadora Raquel Lyra classificou as denúncias como reflexo de velhas práticas associadas à gestão anterior do PSB. A administração atual tenta se distanciar de métodos políticos passados, apostando em um discurso de ruptura com a condução administrativa prévia.
As críticas ao repasse financeiro colocam no centro da pauta a transparência na aplicação das verbas estaduais e o controle sobre empresas que mantêm vínculos com o poder público. Para o setor produtivo e contribuintes, a situação reforça a cobrança por critérios estritamente técnicos na escolha de fornecedores e na liberação de pagamentos.
O debate sobre o destino dos recursos públicos segue aberto nos órgãos de controle e na Assembleia Legislativa, onde oposicionistas cobram esclarecimentos detalhados sobre os serviços prestados pela empresa beneficiada. A fiscalização rigorosa sobre o uso do orçamento permanece como demanda central da sociedade para garantir a responsabilidade fiscal no estado.
Com informações de Metrópoles.
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