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Economia· 17 de junho de 2026· 1 min de leitura

Ibovespa cai e dólar avança com juros altos nos EUA

Bolsa brasileira acompanha pessimismo em Wall Street após falas de dirigente do Fed; moeda americana fecha em alta.

Redação Giro BR
Ibovespa cai e dólar avança com juros altos nos EUA

O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta quarta-feira (17) em queda, refletindo o sentimento de cautela nos mercados internacionais. A bolsa brasileira acompanhou o pessimismo de Wall Street após declarações de Kevin Warsh, um dos novos dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

As falas de Warsh sinalizaram uma postura mais dura em relação à política monetária, com a possibilidade de elevação dos juros já em 2026. Essa perspectiva contribuiu para a desvalorização dos ativos de risco.

Em paralelo, o dólar comercial fechou em alta, cotado a R$ 5,108. A moeda americana se valorizou frente ao real em um cenário de incerteza quanto aos rumos da política monetária nos Estados Unidos e a manutenção das taxas de juros por lá.

O principal índice da bolsa brasileira recuou para 168.085,06 pontos. A queda reflete a repercussão dos mercados sobre a decisão do Fed de manter os juros nos EUA e o fim do chamado "forward guidance", que são as orientações futuras sobre a política monetária.

A expectativa agora se volta para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil. Investidores buscam sinais sobre a trajetória futura da taxa Selic em meio a um cenário global de juros elevados e inflação persistente.

O fim do "forward guidance" pelo Fed retira uma das âncoras de previsibilidade para os investidores, aumentando a volatilidade e a incerteza sobre os próximos passos da política monetária americana. Isso impacta diretamente mercados emergentes como o brasileiro.

A combinação de juros mais altos nos EUA no horizonte e a incerteza global pressiona ativos de risco, como ações, e favorece moedas fortes, como o dólar. A manutenção da taxa de juros nos EUA, embora esperada por parte do mercado, também contribui para o fluxo de capital para países considerados mais seguros.

Com informações de Money Times.

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