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Economia· 28 de agosto de 2026· 1 min de leitura

iFood rebate governo e diz que entregadores ganham acima do piso

Empresa enviou documento à Presidência da República para contestar questionamento feito pelo ministro Guilherme Boulos.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 31 de agosto de 2026
iFood rebate governo e diz que entregadores ganham acima do piso

O iFood contestou formalmente as cobranças do governo federal e afirmou que nenhum entregador cadastrado na plataforma recebe remuneração inferior ao salário mínimo nacional. A manifestação da empresa foi enviada por meio de um documento oficial direcionado à Secretaria-Geral da Presidência da República.

A resposta da companhia de entrega por aplicativo serve como tréplica a questionamentos apresentados pelo ministro Guilherme Boulos. No material enviado ao Palácio do Planalto, a empresa detalha a estrutura de ganhos dos trabalhadores para afastar a tese de precarização da renda defendida pelo Executivo.

O debate sobre a remuneração

A discussão sobre os ganhos no setor de entregas tem mobilizado diferentes pastas do governo federal e o setor privado. Enquanto o Executivo pressiona por novas regulamentações trabalhistas e garantias de piso para categorias de plataformas digitais, as empresas tentam demonstrar que o modelo atual já assegura retornos financeiros viáveis aos prestadores de serviço.

O valor citado pelo iFood como base de comparação é o salário mínimo nacional de R$ 1.621, parâmetro utilizado para dimensionar o ganho proporcional dos entregadores conforme o tempo dedicado às entregas e a distância percorrida na rede.

Impacto nas regras do setor

A ofensiva do governo em relação aos aplicativos de transporte e entrega busca estabelecer novas obrigações trabalhistas e fiscais. Especialistas em economia apontam que imposições de encargos adicionais podem elevar o custo do serviço para o consumidor final e reduzir a margem de atuação dos trabalhadores autônomos que preferem a flexibilidade do modelo atual.

A controvérsia segue aberta enquanto o Palácio do Planalto avalia novas diretrizes regulatórias para a economia de plataformas no país. O posicionamento do setor privado sinaliza resistência a qualquer intervenção estatal que desconsidere a autonomia operacional dos entregadores e a livre iniciativa.

Com informações de Folha de SP - Mercado.

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