Inadimplência no crédito atinge 4,7% e mantém pior patamar histórico
Banco Central aponta estabilidade na comparação mensal, mas taxa registra alta de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

A inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 4,7% em junho, sustentando o maior patamar da série histórica iniciada pelo Banco Central em março de 2011. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira por meio do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito.
O indicador contabiliza todas as operações de crédito que apresentam atrasos superiores a 90 dias no pagamento. Embora o índice tenha ficado estável na comparação direta com o mês de maio, o avanço de um ponto percentual frente a junho do ano passado evidencia a pressão continuada sobre o orçamento das famílias e das empresas.
A manutenção desse patamar recorde reflete um cenário de restrição financeira que impacta o setor produtivo e o consumo. Juros elevados e o encarecimento do custo do dinheiro encarecem a rolagem de dívidas e reduzem a margem de manobra dos tomadores de crédito no mercado nacional.
Especialistas apontam que a expansão da inadimplência restringe a oferta de novos empréstimos pelas instituições financeiras, que adotam critérios mais rígidos de aprovação para conter perdas. Esse endurecimento freia a concessão de recursos tanto para o capital de giro de companhias quanto para o financiamento de bens de consumo pela população.
Para o contribuinte e para a atividade econômica, o quadro prolongado de endividamento elevado drena recursos que poderiam ser direcionados a investimentos produtivos e à poupança. A reversão dessa tendência depende de ajustes mais amplos na condução da política fiscal e monetária para devolver previsibilidade ao ambiente de negócios.
Com informações de Revista Oeste.
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