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Geral· 31 de julho de 2026· 1 min de leitura

Inadimplência no crédito atinge 4,7% e mantém pior patamar histórico

Banco Central aponta estabilidade na comparação mensal, mas taxa registra alta de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

Redação Giro BR
Inadimplência no crédito atinge 4,7% e mantém pior patamar histórico

A inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 4,7% em junho, sustentando o maior patamar da série histórica iniciada pelo Banco Central em março de 2011. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira por meio do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito.

O indicador contabiliza todas as operações de crédito que apresentam atrasos superiores a 90 dias no pagamento. Embora o índice tenha ficado estável na comparação direta com o mês de maio, o avanço de um ponto percentual frente a junho do ano passado evidencia a pressão continuada sobre o orçamento das famílias e das empresas.

A manutenção desse patamar recorde reflete um cenário de restrição financeira que impacta o setor produtivo e o consumo. Juros elevados e o encarecimento do custo do dinheiro encarecem a rolagem de dívidas e reduzem a margem de manobra dos tomadores de crédito no mercado nacional.

Especialistas apontam que a expansão da inadimplência restringe a oferta de novos empréstimos pelas instituições financeiras, que adotam critérios mais rígidos de aprovação para conter perdas. Esse endurecimento freia a concessão de recursos tanto para o capital de giro de companhias quanto para o financiamento de bens de consumo pela população.

Para o contribuinte e para a atividade econômica, o quadro prolongado de endividamento elevado drena recursos que poderiam ser direcionados a investimentos produtivos e à poupança. A reversão dessa tendência depende de ajustes mais amplos na condução da política fiscal e monetária para devolver previsibilidade ao ambiente de negócios.

Com informações de Revista Oeste.

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