Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia
Tribunal manteve suspensão de demissões e ordenou retorno provisório de funcionários após pedido de recuperação extrajudicial.
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A Justiça do Trabalho manteve a decisão que suspende as demissões de 1.900 trabalhadores do Grupo Casas Bahia e determina a reintegração provisória dos funcionários. A medida ocorre após a companhia protocolar um pedido de recuperação extrajudicial na semana passada, buscando reestruturar suas finanças diante do cenário econômico adverso.
A empresa tentou reverter a ordem de reintegração por meio de um mandado de segurança. No entanto, o processo foi encerrado sem que o mérito da questão fosse analisado pelos magistrados, pois a defesa deixou de apresentar documentos obrigatórios exigidos pelo tribunal para o andamento da ação.
Impacto na recuperação
A obrigação de recontratar o contingente de funcionários adiciona pressão operacional e financeira sobre a varejista em um momento sensível de renegociação de dívidas. O setor de comércio enfrenta custos elevados de crédito e margens apertadas, o que restringe a margem de manobra para ajustes trabalhistas bruscos sem aval judicial.
A exigência de manter os postos de trabalho ativos limita a velocidade de reestruturação que a administração pretendia implementar para estancar o fluxo de caixa negativo. Credores e analistas acompanham de perto os desdobramentos jurídicos para mensurar o tamanho do passivo trabalhista que a empresa terá de absorver nos próximos meses.
Na prática, a companhia precisa recolocar os 1.900 profissionais em suas funções enquanto navega pelo processo de recuperação extrajudicial. O próximo passo depende de nova movimentação jurídica da empresa para tentar rediscutir os cortes ou de um acordo mediado pela Justiça do Trabalho.
Com informações de G1 Economia.
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