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Política· 06 de junho de 2026· 2 min de leitura

Ministros do STJ criticam STF por ação sobre venda de sentenças

Magistrados do Superior Tribunal de Justiça defendem que investigação seja remetida à primeira instância, pois não há autoridades com foro privilegiado.

Redação Giro BR
Ministros do STJ criticam STF por ação sobre venda de sentenças

Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manifestaram críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso que investiga a suposta venda de sentenças. A insatisfação surge após o STF ter assumido a condução de ações que, segundo os críticos, não envolvem autoridades com foro privilegiado.

A principal argumentação dos magistrados do STJ é que as investigações já indicaram a ausência de figuras com prerrogativa de foro, o que, na visão deles, deveria levar o caso a ser julgado na primeira instância da Justiça. A decisão do STF em manter o caso sob sua alçada é vista como uma interferência indevida.

Fontes internas do STJ, que pediram para não ser identificadas, relataram que a medida adotada pelo STF causa desconforto e desconfiança entre os ministros. Eles entendem que a competência para julgar tais matérias, na ausência de autoridades com foro privilegiado, é das instâncias inferiores.

A controvérsia gira em torno da interpretação de quem deve conduzir a apuração de crimes que podem envolver magistrados e outras autoridades. O STJ entende que, uma vez afastada a necessidade de foro especial, a competência se desloca naturalmente para a primeira instância.

A ação no STF busca apurar a possível comercialização de decisões judiciais. No entanto, a forma como o caso tem sido conduzido tem gerado atritos entre as duas cortes superiores, com o STJ defendendo uma abordagem mais restrita quanto ao foro privilegiado.

O descontentamento dos ministros do STJ levanta questionamentos sobre a divisão de competências e a autonomia das instâncias judiciais. A expectativa é que a divergência possa gerar novas discussões sobre os limites da atuação do STF em casos que não envolvam diretamente as autoridades sob sua jurisdição.

A defesa pela remessa do caso à primeira instância reforça o argumento de que a investigação deve seguir seu curso natural, sem a necessidade de uma intervenção de uma corte com competência mais restrita, como a do Supremo Tribunal Federal para casos de foro privilegiado.

Com informações de Poder360.

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