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Geral· 11 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Preço do café registra maior queda em 12 meses desde o Plano Real

Retração recente divulgada pelo IBGE traz alívio temporário ao consumidor, mas ainda não anula o encarecimento acumulado ao longo de 2025.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 17 de agosto de 2026
Preço do café registra maior queda em 12 meses desde o Plano Real

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrou a maior queda nos preços do café em um intervalo de 12 meses desde a implantação do Plano Real, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A retração recente surpreendeu o mercado e aliviou o orçamento das famílias, que enfrentaram fortes pressões inflacionárias sobre os alimentos nos últimos anos.

Apesar do recuo estatístico apurado pelo órgão oficial, os consumidores ainda sentem o peso acumulado na hora das compras. A baixa recente devolve parte do poder de compra, mas não chega a neutralizar totalmente a alta expressiva registrada ao longo de 2025, período marcado por quebras de safra e custos elevados de produção no campo.

A oscilação nos preços reflete a volatilidade do mercado agrícola global, onde o Brasil ocupa a posição de maior produtor e exportador. Condições climáticas adversas em regiões produtoras afetaram a oferta interna e externa, elevando as cotações nas prateleiras dos supermercados brasileiros a patamares elevados.

Especialistas do setor econômico apontam que a formação do preço final depende diretamente da oferta internacional e da taxa de câmbio. Quando a moeda americana se valoriza, produtores tendem a direcionar maior volume para a exportação, reduzindo a disponibilidade no mercado interno e mantendo a pressão sobre os preços locais.

Para o setor produtivo, a flutuação evidencia a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo para mitigar os impactos de intempéries climáticas nas lavouras. A rentabilidade do cafeicultor oscila conforme a produtividade por hectare, enquanto a indústria busca repassar os custos operacionais sem perder mercado consumidor.

Na ponta final, o impacto no orçamento doméstico varia conforme a marca e o tipo de produto comercializado nos estabelecimentos. A tendência para os próximos meses permanece atrelada ao comportamento das cotações nas bolsas internacionais e ao volume colhido na safra seguinte.

Com informações de VEJA.

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