Preço do café registra maior queda em 12 meses desde o Plano Real
Retração recente divulgada pelo IBGE traz alívio temporário ao consumidor, mas ainda não anula o encarecimento acumulado ao longo de 2025.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrou a maior queda nos preços do café em um intervalo de 12 meses desde a implantação do Plano Real, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A retração recente surpreendeu o mercado e aliviou o orçamento das famílias, que enfrentaram fortes pressões inflacionárias sobre os alimentos nos últimos anos.
Apesar do recuo estatístico apurado pelo órgão oficial, os consumidores ainda sentem o peso acumulado na hora das compras. A baixa recente devolve parte do poder de compra, mas não chega a neutralizar totalmente a alta expressiva registrada ao longo de 2025, período marcado por quebras de safra e custos elevados de produção no campo.
A oscilação nos preços reflete a volatilidade do mercado agrícola global, onde o Brasil ocupa a posição de maior produtor e exportador. Condições climáticas adversas em regiões produtoras afetaram a oferta interna e externa, elevando as cotações nas prateleiras dos supermercados brasileiros a patamares elevados.
Especialistas do setor econômico apontam que a formação do preço final depende diretamente da oferta internacional e da taxa de câmbio. Quando a moeda americana se valoriza, produtores tendem a direcionar maior volume para a exportação, reduzindo a disponibilidade no mercado interno e mantendo a pressão sobre os preços locais.
Para o setor produtivo, a flutuação evidencia a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo para mitigar os impactos de intempéries climáticas nas lavouras. A rentabilidade do cafeicultor oscila conforme a produtividade por hectare, enquanto a indústria busca repassar os custos operacionais sem perder mercado consumidor.
Na ponta final, o impacto no orçamento doméstico varia conforme a marca e o tipo de produto comercializado nos estabelecimentos. A tendência para os próximos meses permanece atrelada ao comportamento das cotações nas bolsas internacionais e ao volume colhido na safra seguinte.
Com informações de VEJA.
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