Prefeito do Rio critica perdão judicial a mãe de Henry Borel
Eduardo Paes se manifestou sobre a decisão da Justiça que concedeu benefício a Monique Medeiros, dias após condenação do pai da criança.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), manifestou sua estranheza com a decisão judicial que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. A criança morreu em 2021, aos 4 anos de idade, em um caso que chocou o país.
Paes declarou que a medida causa perplexidade, considerando a gravidade do caso e o forte impacto da morte de Henry Borel na sociedade brasileira. A declaração do prefeito ocorre poucos dias após o desfecho do julgamento que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, a mais de 40 anos de prisão pela morte do menino.
Monique Medeiros havia sido condenada por omissão no crime de tortura, recebendo uma pena de um ano e quatro meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, a Justiça decidiu conceder o perdão judicial, o que extingue a punibilidade do crime.
A decisão de perdão judicial, embora menos severa que a condenação inicial, ainda gerou repercussão e críticas, especialmente por parte de figuras públicas que acompanham o caso.
O caso Henry Borel é um dos mais emblemáticos dos últimos anos no Rio de Janeiro, mobilizando a opinião pública e levantando debates sobre violência contra crianças e a atuação do sistema de justiça.
A mãe e o padrasto da criança foram os principais acusados pela morte. Enquanto Jairinho recebeu uma pena dura, a situação de Monique Medeiros teve um desfecho diferente com o perdão judicial.
Para o prefeito, a decisão levanta questionamentos sobre a proporcionalidade e a percepção de justiça em casos de grande comoção social. Ele ressaltou que a morte de uma criança de apenas 4 anos não pode ser tratada com brandura.
Com informações de Revista Oeste.
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