Projeto na Câmara exige indenização de montadoras por elétricos
Proposta em tramitação no Legislativo estabelece pagamentos de até 500 mil reais para vítimas de acidentes com veículos eletrificados.

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados estabelece que as montadoras de automóveis elétricos paguem indenizações a vítimas de acidentes envolvendo esses veículos. A medida foi protocolada por um deputado e cria novas obrigações financeiras para o setor automotivo brasileiro. As compensações financeiras previstas no texto variam de 150 mil reais a mais de 500 mil reais, dependendo da gravidade de cada ocorrência registrada.
A proposta busca responsabilizar os fabricantes pelas especificidades técnicas e pelos riscos associados às novas tecnologias de propulsão elétrica. O texto define que a aplicação dos valores considera o dano físico sofrido pelos envolvidos no sinistro. Montadoras que atuam no mercado nacional deverão arcar com esses custos adicionais caso a proposta avance no Congresso Nacional.
Impacto no mercado
A criação de obrigações financeiras adicionais para o setor produtivo gera preocupações sobre o custo final dos veículos eletrificados no país. Especialistas apontam que novas exigências legais podem elevar a carga regulatória sobre a indústria automotiva. O encarecimento da produção e da comercialização de elétricos tende a desacelerar a transição energética na frota nacional.
Setores da indústria argumentam que a imposição de responsabilidade civil objetiva para fabricantes pode desestimular investimentos em inovação. Por outro lado, defensores da medida alegam que o consumidor precisa de maior amparo financeiro diante de acidentes com novas tecnologias de transporte. O debate opõe a necessidade de segurança jurídica para os negócios e a proteção ao cidadão.
A tramitação da proposta seguirá pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados antes de ir a plenário. Parlamentares ainda vão analisar o mérito econômico e jurídico do texto para decidir sobre sua aprovação. O impacto financeiro para o setor automotivo e para o bolso do consumidor dependerá do texto final que for votado pelos parlamentares.
Com informações de VEJA.
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