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Geral· 02 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Recuperação judicial atinge quase 8 mil empresas no Brasil em 2026

O país registrou recorde de CNPJs em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, impulsionado por juros altos e desaceleração econômica.

Por Rafael Barcelar· Editor
Recuperação judicial atinge quase 8 mil empresas no Brasil em 2026

O Brasil encerrou o mês de junho com 7.980 empresas em processo de recuperação judicial, alcançando um patamar recorde para o primeiro semestre de 2026. O levantamento foi realizado pela consultoria RGF Bizdoc e aponta que a alta reflete a pressão combinada dos juros elevados, da desaceleração da atividade econômica e do aperto financeiro sobre os pequenos negócios.

Em comparação com dezembro de 2025, o volume total de empresas nessa situação apresentou um crescimento de 8%. Quando a janela de análise é ampliada para 12 meses, o avanço chega a 21,2%, demonstrando uma deterioração contínua do ambiente operacional para o setor produtivo nacional.

Impacto nos CNPJs ativos

Ao filtrar o levantamento para excluir microempresas, organizações não governamentais, filiais e companhias inativas, o cenário continua desfavorável. O país soma 6,341 companhias ativas de maior porte sob tutela de recuperação judicial.

Esse grupo específico registrou uma alta de 6,2% apenas nos primeiros seis meses de 2026. Na variação interanual em 12 meses, o indicador também marcou alta de 21,2%, confirmando que a crise atinge empresas de diferentes portes estruturais.

Custo do crédito e ambiente de negócios

O encarecimento do crédito decorrente da taxa básica de juros em patamares elevados restringe o capital de giro necessário para a manutenção das operações cotidianas. Pequenas e médias empresas enfrentam margens cada vez mais espremidas para honrar compromissos financeiros e fiscais.

A carga tributária e as exigências burocráticas complementam o quadro de desafios para a livre iniciativa no país. Sem alívio no custo de captação e com o consumo desacelerando, a sobrevivência dos CNPJs fica comprometida.

A tendência para os próximos meses depende diretamente da trajetória da política monetária e da capacidade do setor privado de absorver custos operacionais sem repassar integralmente aos preços finais.

Com informações de Revista Oeste.

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