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Economia· 11 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Saneamento bate recorde com R$ 29,1 bilhões, mas universalização é lenta

Investimentos no setor alcançaram o maior patamar pelo terceiro ano consecutivo em 2024, mas o número de cidades com rede de esgoto ainda é baixo.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 16 de agosto de 2026
Saneamento bate recorde com R$ 29,1 bilhões, mas universalização é lenta

O setor de saneamento básico no Brasil registrou um volume de investimentos de cerca de R$ 29,1 bilhões em 2024, marcando o terceiro ano consecutivo de quebra de recorde na área. Os dados constam no Panorama da Universalização do Saneamento 2026, divulgado nesta segunda-feira (10) pela Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon).

Apesar do aporte bilionário voltado para a infraestrutura, o país mantém gargalos históricos para garantir o acesso pleno aos serviços essenciais para toda a população. A expansão da rede esbarra em exigências de planejamento de longo prazo e na capacidade de execução dos contratos firmados pelas companhias prestadoras.

Atualmente, o levantamento aponta que 780 municípios brasileiros já alcançaram a meta de universalização no abastecimento de água potável. O avanço garante segurança hídrica e saúde preventiva para parcelas significativas da população urbana e rural atendida.

O cenário muda drasticamente quando o foco é o tratamento e a coleta de esgoto. Apenas 321 municípios em todo o território nacional atingiram os índices exigidos para a universalização do esgotamento sanitário, evidenciando o tamanho do déficit acumulado.

A lentidão na rede de esgoto gera custos elevados para os cofres públicos com saúde, além de penalizar o meio ambiente e a qualidade de vida nas cidades. Especialistas apontam que a eficiência na alocação de capital privado e a segurança jurídica nos contratos são determinantes para acelerar o ritmo das obras.

Para o setor produtivo, a injeção de recursos representa um mercado relevante, mas a lentidão regulatória em diversas regiões freia o potencial de entrega. A cobrança por celeridade nas obras visa evitar o desperdício de verbas e o prolongamento da exposição da população a condições precárias.

A despoluição de bacias hidrográficas e a melhoria dos índices de saneamento continuam dependendo de novas rodadas de aportes financeiros consistentes. A continuidade dos recordes de investimento é vista como premissa básica para que o país consiga mitigar as perdas na infraestrutura urbana nos próximos anos.

Com informações de G1 Economia.

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