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Economia· 18 de junho de 2026· 1 min de leitura

Tesouro IPCA+ Bate Recorde com Juros Acima de 8,5% Pós-Fed e Copom

Títulos públicos atrelados à inflação atingem maior rentabilidade da série, enquanto títulos prefixados ampliam diferença para a taxa básica de juros.

Redação Giro BR
Tesouro IPCA+ Bate Recorde com Juros Acima de 8,5% Pós-Fed e Copom

O Tesouro IPCA+, título público de longo prazo atrelado à inflação, alcançou um novo recorde em sua série histórica, com a rentabilidade superando 8,5% ao ano. Essa marca foi impulsionada por decisões recentes de política monetária, tanto no cenário internacional quanto no doméstico.

A taxa de retorno para o título com vencimento mais longo, que protege o investidor contra a inflação, atingiu o patamar mais elevado desde o seu lançamento. A valorização reflete um ambiente de incertezas econômicas e expectativas de inflação.

Paralelamente, os títulos prefixados do Tesouro Direto também apresentaram desempenho expressivo, aumentando a distância em relação à taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Essa disparidade sugere que o mercado antecipa novas altas na Selic.

As decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil foram determinantes para o movimento observado nos juros.

O aumento dos juros nos Estados Unidos tende a encarecer o crédito globalmente e pode influenciar o fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil.

No Brasil, a recente reunião do Copom, que definiu os rumos da política monetária interna, também contribuiu para a elevação das expectativas de juros.

Investidores buscam proteção em títulos de inflação em cenários de maior volatilidade, o que explica a atratividade do Tesouro IPCA+.

A performance dos títulos prefixados, por sua vez, indica uma aposta do mercado em um ciclo de alta de juros mais prolongado, o que pode impactar o custo do crédito para empresas e consumidores no futuro.

Com informações de InfoMoney.

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