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Geral· 31 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Trump publica vídeo gerado por IA sobre ataque contra ilha no Irã

Ex-presidente dos Estados Unidos compartilhou conteúdo gerado por inteligência artificial afirmando que a ilha de Kharg foi destruída.

Por Rafael Barcelar· Editor
Trump publica vídeo gerado por IA sobre ataque contra ilha no Irã

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump publicou em suas redes sociais um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra a ilha de Kharg, no Irã, sendo consumida por explosões e fumaça. Na legenda da publicação, a mensagem afirmava que o local estaria sendo reduzido a pó. A divulgação do material ocorre logo após forças americanas retomarem bombardeios contra alvos no território iraniano, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio.

A ilha de Kharg possui importância estratégica fundamental para a economia do regime iraniano, pois abriga o principal terminal petroleiro do país. O complexo localizado na região é responsável por escoar cerca de noventa por cento de toda a exportação de petróleo iraniano, servindo como a principal fonte de receita externa para o governo local.

Falta de confirmação

Apesar do impacto visual do vídeo publicado pelo político norte-americano, autoridades de defesa e relatórios de inteligência indicam que não há registros ou indícios concretos de que o terminal petrolífero na ilha tenha sido atingido pelos recentes ataques realizados pelos Estados Unidos. A circulação do conteúdo gerado por computador gerou forte repercussão internacional sobre a desinformação em conflitos geopolíticos.

Especialistas em segurança internacional apontam que o uso de ferramentas de inteligência artificial por figuras públicas para ilustrar cenários de guerra eleva o risco de escalada retórica. A distorção de fatos por meio de mídias sintéticas dificulta a avaliação precisa dos danos reais causados pelas operações militares no exterior e confunde a opinião pública global.

Na prática, o episódio demonstra como a disputa narrativa e a guerra psicológica ganham força digital paralela aos conflitos armados convencionais, exigindo cautela de governos e mercados diante de informações não verificadas que circulam livremente nas redes sociais.

Com informações de VEJA.

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