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Política· 29 de agosto de 2026· 1 min de leitura

TSE manda CGU remover vídeo sobre urnas com tecla 13

Tribunal entendeu que gravação gerava dupla interpretação e exigiu retirada do conteúdo institucional.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 31 de agosto de 2026
TSE manda CGU remover vídeo sobre urnas com tecla 13

O Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção imediata de um vídeo institucional da Controladoria-Geral da União que tratava da fiscalização das urnas eletrônicas. A gravação trazia uma simulação em que o teclado do equipamento exibia a digitação do número treze. A decisão atende a questionamentos sobre a neutralidade da peça de comunicação produzida por órgão do governo federal.

A peça publicitária foi veiculada para explicar os mecanismos de segurança e auditoria do processo eleitoral brasileiro. Contudo, a escolha do número exibido na tela gerou críticas imediatas de setores da oposição e de observadores, que apontaram viés político na demonstração oficial. A legislação eleitoral e as normas do tribunal exigem rigor absoluto na imparcialidade de órgãos públicos.

Diante da repercussão negativa, a Controladoria-Geral da União afirmou que a imagem utilizada era meramente ilustrativa. O órgão público reconheceu que o material gerou margem para leituras ambíguas e procedeu à edição do conteúdo após identificar o que classificou como interpretações equivocadas por parte do público.

Impacto na comunicação oficial

A medida reforça o controle sobre a atuação de órgãos governamentais em períodos de vigilância sobre a transparência institucional. Gastos e esforços de comunicação pública passam pelo crivo de órgãos de controle para evitar o uso da máquina estatal na promoção indireta de correntes partidárias. A fiscalização rigorosa busca proteger a integridade do processo democrático.

Na prática, a decisão estabelece um limite mais restrito para o uso de exemplos numéricos em campanhas educativas de órgãos federais. O episódio demonstra a sensibilidade em torno da segurança das urnas e exige cautela redobrada de repartições públicas para preservar a confiança do cidadão nas instituições.

Com informações de Gazeta do Povo - República.

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