Governo afasta qualquer mudança em benefícios atrelados ao mínimo
O Ministério da Fazenda descartou a desvinculação de pagamentos sociais e previdenciários do piso nacional.

O governo federal descartou nesta sexta-feira, dia 11, a possibilidade de desvincular o pagamento de benefícios sociais e da previdência social do valor do salário mínimo. A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista concedida à Band News.
A garantia dada pela pasta afasta rumores de que a equipe econômica pudesse adotar medidas de corte de despesas por meio da alteração no critério de reajuste dos benefícios. "Não será. A gente não está discutindo esse tema da desvinculação do salário mínimo com os benefícios", afirmou o ministro.
Apesar de afastar a mudança na indexação, Durigan ponderou que o controle fiscal continua no radar da gestão e que o país precisa encontrar formas de melhorar e conter as despesas públicas. A equipe econômica enfrenta pressões recorrentes do mercado financeiro para apresentar soluções efetivas de ajuste nas contas do governo.
A discussão sobre a eficácia dos gastos públicos e o peso da previdência e dos programas sociais no orçamento federal segue como um dos principais desafios para a estabilidade fiscal do país. Críticos da atual política apontam que a rigidez do orçamento, atrelada ao crescimento do salário mínimo, restringe a capacidade de investimento do Estado.
Na prática, o piso nacional continua servindo como base intocável para o cálculo de aposentadorias, pensões e auxílios pagos à população, mantendo a regra atual de indexação que impacta diretamente as contas públicas nos próximos anos.
Com informações de InfoMoney.
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