China e Rússia cobram fim de armas no espaço após aviso dos EUA
Pequim e Moscou reagem ao reconhecimento oficial de Washington sobre o posicionamento de armamentos em órbita.

China e Rússia manifestaram oposição nesta terça-feira (15) ao anúncio recente da Força Espacial dos Estados Unidos sobre o uso de armamentos no espaço. A declaração americana, feita na segunda-feira (14), marcou a primeira ocasião em que Washington admitiu publicamente contar com esse tipo de capacidade militar em órbita. A reação coordenada das duas potências eleva a tensão diplomática em torno da segurança extraterrestre e da corrida armamentista fora da Terra.
O governo chinês fez um apelo direto contra a militarização do espaço sideral, exigindo que os americanos abandonem práticas que possam gerar conflitos na órbita terrestre. A preocupação de Pequim reside na expansão da infraestrutura militar de potências rivais em uma área até então tratada como zona neutra de exploração científica e comercial.
Em sintonia com a posição chinesa, autoridades russas declararam que o espaço deve permanecer estritamente livre de armas. Moscou cobrou regras mais rígidas de cooperação internacional e transparência dos Estados Unidos, apontando que a presença de equipamentos bélicos em órbita ameaça a estabilidade global e a segurança de satélites civis.
A revelação da Força Espacial dos Estados Unidos altera o patamar estratégico da defesa global. Até então, a presença de armamentos em órbita era tratada por analistas como hipótese ou projeto em desenvolvimento, sem a confirmação oficial de prontidão operacional por parte de uma grande potência militar.
A ausência de tratados internacionais atualizados sobre armamentos orbitais dificulta a fiscalização e abre espaço para uma nova escalada de gastos militares entre as principais nações do planeta. Para o setor produtivo e de tecnologia espacial, o acirramento da disputa traz riscos operacionais para o lançamento de satélites de comunicação e monitoramento.
Com informações de Folha de SP - Mundo.
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