Dois brasileiros do 11 de Setembro ficam fora de lista oficial
Nilton Albuquerque Fernão Cunha e Claudino Antunes Braga sumiram em Nova York e não constam no memorial.

Dois brasileiros que desapareceram em Nova York durante os atentados de 11 de setembro de 2001 continuam fora da relação oficial de mortos reconhecidos pelo governo norte-americano na cidade. Nilton Albuquerque Fernão Cunha e Claudino Antunes Braga não tiveram seus nomes incluídos entre as 2.753 vítimas contabilizadas nos registros oficiais da tragédia.
A ausência significa que as famílias enfrentam dificuldades burocráticas prolongadas e a negação do reconhecimento público formal prestado aos demais atingidos pelos ataques terroristas. O Memorial do 11 de Setembro, erguido no local das torres gêmeas, também não traz a identificação de nenhum dos dois brasileiros.
Os desaparecidos
As informações oficiais sobre os atentados costumam focar nos nomes confirmados por exames de DNA e evidências forenses recolhidas nos escombros do World Trade Center nos meses seguintes ao impacto das aeronaves.
Processos de reconhecimento de corpos em catástrofes exigem documentação rigorosa, laudos médicos ou material genético que comprove a presença das pessoas no endereço exato no momento da queda dos prédios.
Impacto burocrático
A falta de inclusão nas listas governamentais impede que parentes obtenham direitos civis associados diretamente à perda de entes queridos em atos terroristas, além de barrar o acesso a assistências específicas.
O caso evidencia as falhas e os limites enfrentados por estrangeiros na tentativa de oficializar tragédias ocorridas fora de seus países de origem, deixando famílias sem reparação moral ou jurídica completa.
O reconhecimento oficial depende de novas comprovações documentais que os órgãos competentes de Nova York aceitem validar para alterar o registro histórico das vítimas.
Com informações de Folha de SP - Mundo.
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