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Política· 15 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Câmara retoma projeto que altera custas processuais e cria correção pelo IPCA

Proposta em análise na Câmara dos gastos da Justiça Federal define nova correção anual, regras de gratuidade e repasses para tribunais superiores.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 20 de agosto de 2026
Câmara retoma projeto que altera custas processuais e cria correção pelo IPCA

A Câmara dos Deputados retomou a tramitação de um projeto que propõe a alteração nas regras de cobrança de custas processuais na Justiça Federal. A iniciativa traz mudanças diretas para o bolso de quem recorre ao Judiciário, estabelecendo uma correção anual baseada na inflação oficial do país.

O texto em discussão estabelece o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo como parâmetro obrigatório para a atualização dos valores cobrados nos processos. A medida busca blindar as taxas contra defasagens, mas eleva o custo para o cidadão e para o setor produtivo que dependem do sistema judicial para resolver litígios.

Além da correção inflacionária, a proposta detalha novas diretrizes para a concessão do benefício da gratuidade de justiça. O objetivo declarado é filtrar o acesso ao benefício e evitar o uso indiscriminado de ações judiciais sem custo para os cofres públicos.

Outro ponto central da matéria é a criação de fundos específicos destinados ao financiamento da Justiça Federal e do Superior Tribunal de Justiça. A arrecadação obtida com as custas processuais passará a compor essas reservas, alterando a forma como os recursos são gerenciados dentro do orçamento do Judiciário.

Críticos da medida apontam que o encarecimento das custas pode representar um obstáculo financeiro para o livre acesso à justiça, especialmente para empresas de menor porte e pessoas físicas. Por outro lado, defensores da proposta argumentam que a atualização garante a sustentabilidade financeira dos serviços judiciais e desestimula a proposição de demandas consideradas desnecessárias.

A movimentação em torno do tema ocorre em um momento de pressão fiscal e busca por novas fontes de receita para órgãos públicos. A discussão na Câmara agora depende de debates em comissões temáticas antes de seguir para votação no plenário.

Na prática, a aprovação do texto significará um reajuste previsível e anual nas taxas judiciais, impactando o orçamento de empresas e cidadãos que demandam soluções na Justiça Federal nos próximos anos.

Com informações de Poder360.

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