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Geral· 16 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Casas Bahia estuda recuperação judicial após prejuízo passar de R$ 10 bilhões

Varejista acumula oito trimestres seguidos no vermelho, aponta patrimônio líquido negativo de R$ 8,1 bilhões e culpa juros altos e bets pela crise.

Por Rafael Barcelar· Editor
Casas Bahia estuda recuperação judicial após prejuízo passar de R$ 10 bilhões

A Casas Bahia informou neste domingo que avalia uma nova renegociação de suas dívidas, que pode resultar em um pedido de recuperação judicial ou extrajudicial. A decisão ocorre logo após a varejista divulgar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões referente ao segundo trimestre de 2026. Com o resultado negativo, a companhia aprofundou sua crise financeira e elevou o seu patrimônio líquido negativo para R$ 8,1 bilhões.

A empresa acumula oito trimestres consecutivos de perdas financeiras. Diante do peso das obrigações, a gestão apontou que o cenário macroeconômico atual, marcado por taxas de juros elevadas, somado ao impacto do consumo direcionado para plataformas de apostas online, as chamadas bets, pressionou o desempenho operacional e comercial da rede.

A crise financeira severa já provocou efeitos drásticos na estrutura física da companhia nos últimos anos. A rede precisou fechar quase 300 lojas em diferentes regiões do país para tentar conter o avanço das despesas e enxugar a operação diante da retração na margem de lucro e do endividamento acumulado.

A companhia já havia recorrido a um processo de recuperação extrajudicial em 2024 para tentar reorganizar suas finanças e alongar o perfil de pagamento com credores. Contudo, a persistência das dificuldades econômicas e o custo elevado do crédito impediram a estabilização definitiva do fluxo de caixa da varejista.

Para o setor produtivo e para o mercado de crédito, a situação da Casas Bahia ilustra os riscos enfrentados pelo comércio de massa em ambientes de juros altos e consumo restrito. O peso do custo financeiro sobre o capital de giro continua asfixiando grandes empregadores do varejo nacional.

Nos próximos dias, a diretoria deve detalhar os termos da nova renegociação aos credores e definir se o pedido formal de recuperação será protocolado na Justiça. A medida busca blindar os ativos essenciais da empresa enquanto tenta desenhar uma nova tábua de salvação para a operação comercial.

Com informações de Revista Oeste.

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