Dona da marca Lycra pede recuperação judicial nos Estados Unidos
A companhia busca eliminar US$ 1,2 bilhão em dívidas de longo prazo por meio de um processo pré-negociado de Chapter 11, sem interromper as operações industriais.

A Lycra Company entrou voluntariamente com um processo pré-negociado de recuperação judicial sob o Chapter 11 nos Estados Unidos, conforme registro oficial divulgado em 17 de março de 2026. A fabricante, reconhecida mundialmente pela marca LYCRA e herdeira da tecnologia de elastano desenvolvida originalmente pela DuPont em 1958, tomou a medida para reestruturar suas finanças e expurgar um passivo estimado em US$ 1,2 bilhão em dívidas de longo prazo.
Apesar do porte do processo legal nos tribunais norte-americanos, a companhia informou que o plano foi estruturado de forma preventiva para manter as linhas de produção ativas. Diferentemente de uma liquidação de ativos, o mecanismo jurídico permite a continuidade das atividades comerciais enquanto a empresa negocia os termos de equacionamento do passivo com seus credores.
Reestruturação financeira
O endividamento acumulado ao longo dos anos pressionou a margem de atuação da multinacional, exigindo uma intervenção drástica para garantir a sustentabilidade do negócio. A decisão de buscar proteção judicial ocorreu após entendimentos preliminares com credores, o que viabilizou o formato pré-negociado para acelerar a tramitação legal e reduzir o impacto sobre a cadeia global de fornecedores têxteis.
A tecnologia de elastano introduzida há quase sete décadas revolucionou a indústria da moda e do vestuário ao conferir elasticidade e conforto a diferentes tipos de tecidos. A marca permaneceu como referência de mercado ao longo das décadas, fornecendo matéria-prima essencial para confecções em diversos países, incluindo o Brasil, onde o insumo é amplamente utilizado nos setores de vestuário íntimo, jeanswear e moda praia.
Com o andamento do processo nos órgãos competentes dos Estados Unidos, a gestão da empresa agora foca na homologação do acordo de reestruturação financeira para retornar à estabilidade operacional. A expectativa dos administradores é concluir a etapa jurídica sem transferir perdas expressivas para a rede de parceiros comerciais e clientes finais que dependem do fornecimento contínuo do material.
Com informações de O Antagonista.
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