EUA colocam Brasil em lista de risco por comércio com a China
Governo norte-americano acusa o território brasileiro de servir como entreposto para produtos chineses burlarem tarifas de importação.

O governo dos Estados Unidos direcionou um alerta severo aos países apontados como facilitadores de fraudes comerciais da China. A administração de Donald Trump incluiu o Brasil no segundo nível de risco dentro de um documento oficial que monitora práticas de desvio de tarifas no comércio internacional.
A medida foi detalhada pelo diretor de Política Comercial da Casa Branca, Peter Navarro. Ele classificou a publicação do relatório como um aviso global para coibir o que chamou de trapaças comerciais direcionadas ao mercado norte-americano.
Segundo o documento oficial, o território brasileiro tem atuado como uma rota de passagem para mercadorias de origem chinesa. O esquema permite que esses produtos entrem nos Estados Unidos com taxas reduzidas, driblando as barreiras tarifárias impostas diretamente aos fabricantes asiáticos.
A inclusão do país em um nível elevado de monitoramento acende um sinal amarelo para as relações diplomáticas e comerciais. A cobrança de Washington pressiona autoridades locais a endurecerem o controle sobre a entrada e a reexportação de mercadorias estrangeiras.
Especialistas em comércio exterior apontam que a rota comercial por países intermediários reduz custos logísticos e tributários para exportadores da China. No entanto, a prática atrai retaliações severas de parceiros estratégicos que buscam proteger a indústria local contra a concorrência desleal.
O cerco comercial americano impacta diretamente a balança comercial e exige respostas rápidas do setor produtivo e do governo. A exigência por maior transparência nas cadeias de suprimento eleva o custo regulatório para empresas que operam com transbordo de cargas.
Para o setor exportador brasileiro, o enquadramento representa um obstáculo adicional na manutenção de acordos comerciais vantajosos com as duas maiores potências globais. A perda de competitividade decorrente de barreiras alfandegárias mais rígidas pode afetar o fluxo de investimentos estrangeiros no país.
Com informações de Revista Oeste.
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