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Geral· 03 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Ex-banqueiro relata ameaças e cita diretor da PF em depoimento

Ex-dono do Banco Master afirmou ter sofrido ameaças durante transferência para presídio federal e detalhou relação com Andrei Rodrigues.

Por Rafael Barcelar· Editor
Ex-banqueiro relata ameaças e cita diretor da PF em depoimento

O ex-banqueiro prestou depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça para relatar supostas ameaças sofridas durante o processo de transferência para uma penitenciária federal. Na oitiva, cujos detalhes foram divulgados pela imprensa, o ex-dono do Banco Master afirmou que ouviu frases intimidatórias durante o transporte.

Segundo o relato apresentado no depoimento, os autores das intimidações teriam afirmado que a vida do ex-banqueiro viraria um inferno por ter mexido com figuras de poder. O material aponta que a movimentação para o sistema prisional federal teria o objetivo de mantê-lo isolado, inclusive dificultando o contato com os advogados responsáveis por sua defesa.

Relação com a Polícia Federal

Além das acusações sobre as condições de isolamento, o depoimento trouxe detalhes sobre os vínculos institucionais e pessoais do ex-banqueiro. Entre os pontos abordados na conversa com o gabinete do ministro, o investigado mencionou interações e o histórico de proximidade com o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A defesa do ex-banqueiro sustenta que a transferência para o presídio de segurança máxima foi articulada com o intuito de silenciar as revelações que ele pretendia fazer. Os advogados argumentam que o isolamento restringe o direito básico de ampla defesa e prejudica o avanço das apurações em curso.

Do lado das autoridades, o argumento para a transferência ao regime federal costuma se basear na necessidade de garantir a segurança do preso e a ordem pública diante da gravidade das investigações. O episódio agora passa por análise para verificar a veracidade das acusações de coação e abuso de autoridade.

O desdobramento desse caso coloca sob escrutínio os procedimentos adotados pelos órgãos de segurança na custódia de investigados de alta relevância econômica. A atuação dos tribunais superiores definirá os próximos passos da instrução e o acesso da defesa ao cliente.

Com informações de VEJA.

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