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Geral· 29 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Ex-presidente do Equador Lenín Moreno é condenado a prisão

Justiça equatoriana sentencia Lenín Moreno a cinco anos de prisão por corrupção em contrato de hidrelétrica construída por estatal chinesa.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 31 de agosto de 2026
Ex-presidente do Equador Lenín Moreno é condenado a prisão

A Justiça do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão pelo crime de suborno. O processo investigou desvios e propinas em um contrato bilionário para a construção da hidrelétrica Coca Codo Sinclair, obra executada pela empresa chinesa Sinohydro.

Além da pena de reclusão, o ex-mandatário foi sentenciado à perda definitiva dos direitos políticos. A decisão judicial proíbe Lenín Moreno de ocupar qualquer cargo público pelo resto da vida e determina o pagamento de uma indenização de 58 mil dólares.

Condenações em família

A investigação conduzida pela Procuradoria-Geral do Equador alcançou o núcleo familiar do político. A esposa de Lenín Moreno e outros parentes também foram punidos pela Justiça, recebendo penas de aproximadamente três anos de prisão sob a acusação de cumplicidade no esquema de corrupção.

No total, sete pessoas foram condenadas na mesma ação penal. A sentença detalha o envolvimento de ex-ocupantes de cargos públicos e particulares no esquema de recebimento de vantagens indevidas ligado ao setor energético equatoriano.

Impacto institucional

O caso da hidrelétrica Coca Codo Sinclair representa um dos maiores escândalos de infraestrutura e contratos públicos da história recente do país vizinho. A utilização de recursos estatais em parceria com empreiteiras estrangeiras gerou forte pressão sobre o orçamento público e sobre a estabilidade institucional.

A punição a um ex-chefe de Estado evidencia a atuação dos órgãos de controle e do Poder Judiciário na apuração de desvios envolvendo grandes somas de dinheiro do contribuinte. Com o esgotamento das instâncias locais, os condenados deverão cumprir as penas determinadas pelos tribunais equatorianos nos próximos dias.

Com informações de Metrópoles.

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