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Geral· 14 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Fiesp articula no Senado contra PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1

Entidade patronal intensifica conversas com senadores para barrar a Proposta de Emenda à Constituição e aponta risco econômico.

Por Rafael Barcelar· Editor· atualizado em 27 de agosto de 2026
Fiesp articula no Senado contra PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo intensificou nos últimos dias a articulação direta com senadores para tentar frear a tramitação da PEC que extingue a escala de trabalho 6x1. A movimentação ocorre nos bastidores do Congresso Nacional e busca alertar parlamentares sobre os impactos de alterar regras de jornada diretamente na legislação constitucional.

Para a entidade empresarial, fixar escalas de trabalho na Constituição Federal representa uma anomalia sem paralelo no mundo. A defesa da federação é de que o assunto demanda um debate técnico e aprofundado, longe da pressão e do calendário eleitoral, para evitar danos operacionais e financeiros à cadeia produtiva nacional.

A ofensiva da indústria ganhou força logo após a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que encaminhou formalmente a PEC 221 para análise da Comissão de Constituição e Justiça na última sexta-feira. Com o avanço regimental da proposta, o setor produtivo decidiu atuar preventivamente para tentar conter a tramitação antes que o texto ganhe corpo no plenário.

Economistas e representantes do setor produtivo argumentam que o endurecimento de regras trabalhistas por via constitucional restringe a capacidade de negociação entre empresas e empregados, além de elevar o custo do trabalho em um momento de inflação e juros elevados. O peso tributário e os encargos trabalhistas já cobram alto preço da competitividade das empresas brasileiras.

Na prática, a articulação da Fiesp busca sensibilizar parlamentares da base e da oposição sobre a necessidade de cautela legislativa. O próximo passo da matéria será a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça, onde o setor industrial tentará emplacar ressalvas técnicas ao texto.

Com informações de Revista Oeste.

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