Inflação na Argentina volta a acelerar e supera 2% ao mês em julho
A alta de preços ficou acima das previsões do mercado financeiro e levou a taxa acumulada em doze meses a 33,8%.
A inflação mensal na Argentina voltou a registrar alta superior a dois por cento em julho, pressionando o planejamento econômico do governo de Javier Milei. De acordo com os dados oficiais divulgados nesta etapa, o índice de preços ao consumidor subiu 2,1% no período, superando as projeções estipuladas por analistas econômicos para o intervalo.
Com o resultado verificado no último mês, a inflação acumulada em doze meses alcançou a marca de 33,8%. O avanço interrompe a trajetória de desaceleração que vinha sendo comemorada pela equipe econômica e recoloca o controle do custo de vida no centro das atenções dos formuladores de políticas públicas em Buenos Aires.
A gestão liberal tem apostado em um forte ajuste fiscal, corte de gastos públicos e restrição na emissão monetária como pilares fundamentais para estabilizar a moeda e conter a alta generalizada de preços. A premissa central é de que o equilíbrio das contas públicas elimina a necessidade de financiamento inflacionário pelo Banco Central.
Contudo, o repique nos preços demonstra a rigidez da inflação inercial e os efeitos colaterais das correções de tarifas reprimidas e de preços relativos que estavam reprimidos por administrações anteriores. Setores produtivos apontam que a carga tributária elevada e a burocracia ainda pesam sobre o ambiente de negócios, dificultando uma queda mais rápida.
Para o cidadão comum, o impacto é direto no poder de compra de salários e aposentadorias, exigindo cautela redobrada no orçamento doméstico. A capacidade de manter o rigor fiscal sem perder o apoio político dependerá da eficácia dessas medidas em trazer o índice mensal de volta ao patamar descendente nos próximos meses.
Com informações de VEJA.
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