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Política· 02 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Lula sanciona lei para ampliar atendimento a infartos no SUS

Nova legislação determina oferta de medicamentos trombolíticos e suporte para urgências cardiovasculares em UPAs.

Por Rafael Barcelar· Editor
Lula sanciona lei para ampliar atendimento a infartos no SUS

O presidente Lula sancionou a lei que amplia o atendimento a pacientes com suspeita de infarto na rede pública de saúde. A medida estabelece a obrigatoriedade de atendimento especializado para urgências e emergências cardiovasculares nas Unidades de Pronto Atendimento em todo o país.

A norma fixa diretrizes para a administração rápida de medicamentos trombolíticos, essenciais para dissolver coágulos sanguíneos e reduzir sequelas em casos de ataque cardíaco. A intenção é acelerar a intervenção médica na chamada janela de ouro, período crítico para salvar o músculo cardíaco após a obstrução das artérias.

Durante o ato de sanção, o presidente afirmou que os recursos aplicados na saúde pública devem ser encarados pelo governo como investimento e nao como despesa. A gestão fiscal da medida e a alocação de verbas para equipar as unidades de saúde, no entanto, geram debates sobre a responsabilidade orçamentária dos estados e municípios.

Impactos na rede pública

A expansão do protocolo de cardiologia para a rede de urgência busca desafogar os hospitais de alta complexidade. Pacientes que antes precisavam de transferências demoradas passam a contar com estabilização e tratamento inicial diretamente nas unidades locais.

Especialistas apontam que a eficiência da nova lei depende da capacitação das equipes de enfermagem e medicina das UPAs, além da garantia de suprimento constante dos medicamentos. O desafio logístico recai sobre a cadeia de distribuição e o controle de estoque nos postos de atendimento.

Na prática, a norma altera o fluxo de atendimento em centenas de unidades de saúde e exige adaptação estrutural para evitar filas. A cobrança por resultados recai sobre os gestores locais, que precisarão prestar contas da aplicação dos insumos cardiovasculares.

Com informações de Poder360.

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