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Política· 23 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Mais de 900 candidatos mudaram cor ou raça no TSE

Dados da Justiça Eleitoral mostram que 14,4% dos políticos que disputaram os pleitos de 2022 e 2026 alteraram a autodeclaração.

Por Rafael Barcelar· Editor
Mais de 900 candidatos mudaram cor ou raça no TSE

Mais de 900 candidatos que concorreram nas eleições de 2022 e voltaram a disputar cargos alteraram a autodeclaração de cor ou raça registrada na Justiça Eleitoral. O levantamento tem como base o cruzamento de dados dos pleitos e aponta que a movimentação atingiu centenas de políticos em todo o país.

Do total de 6.315 candidatos analisados que possuíam registros comparáveis nos dois períodos, 909 mudaram a informação prestada ao Tribunal Superior Eleitoral. O percentual equivale a 14,4% do grupo monitorado, enquanto a grande maioria, formada por 5.406 pessoas, manteve o mesmo dado nos dois pleitos.

Principais direções das alterações

A mudança mais recorrente registrada nos sistemas da Justiça Eleitoral foi a transição da categoria parda para a branca, movimento observado em 322 candidatos. Logo em seguida, o fluxo inverso também se destacou com volume expressivo.

O inverso ocorreu com 317 pessoas que estavam cadastradas como brancas em 2022 e passaram a se declarar pardas no pleito seguinte. As demais alterações envolveram outras combinações de raça e cor previstas nos cadastros oficiais da Justiça Eleitoral.

Impacto nos recursos públicos

A autodeclaração de cor ou raça passou a ter peso central na distribuição de recursos públicos para campanhas eleitorais nos últimos anos. O Tribunal Superior Eleitoral adotou regras para garantir o repasse proporcional de verbas do Fundo Eleitoral e do tempo de propaganda gratuita para candidatos negros.

As diretrizes buscam corrigir distorções históricas na representatividade política e no financiamento de candidaturas. A fiscalização sobre essas autodeclarações ganhou rigor para evitar fraudes no acesso aos recursos públicos destinados a partidos e candidatos.

Na prática, a movimentação nos cadastros reacende o debate sobre os critérios de fiscalização e a necessidade de comprovação efetiva da identidade declarada. O acompanhamento rigoroso pelo Tribunal Superior Eleitoral visa garantir a lisura na destinação do dinheiro do contribuinte para as campanhas.

Com informações de G1 Política.

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