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Política· 15 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Novas imagens da polícia contradizem versão de motorista de Haddad

Gravação divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostra viatura passando pelo local, mas não registra abordagem.

Por Rafael Barcelar· Editor
Novas imagens da polícia contradizem versão de motorista de Haddad

Imagens inéditas divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo colocam em dúvida a versão apresentada pelo motorista do candidato ao governo Fernando Haddad sobre uma suposta perseguição policial. O caso ocorreu no bairro da Vila Mariana e passou a ser apurado rigorosamente pelas autoridades competentes para esclarecer a dinâmica dos fatos.

A gravação de segurança recolhida pelos investigadores mostra o momento exato em que uma viatura da Polícia Militar passa pelo local onde estava o veículo do motorista. No entanto, ao contrário do relato inicial que apontava uma ação ostensiva de abordagem, o vídeo não registra parada da guarnição, desembarque de agentes ou qualquer tipo de contato físico ou verbal com o condutor.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou formalmente que as equipes policiais não realizaram nenhuma abordagem ao automóvel na região citada durante o horário do suposto incidente. A constatação técnica obtida por meio das câmeras diverge frontalmente da narrativa levada às autoridades pela equipe de campanha do candidato.

Apesar da divulgação do material em vídeo pela pasta estadual, a equipe de Fernando Haddad mantém oficialmente a versão de que houve perseguição e intimidação por parte dos agentes de segurança pública. Os assessores sustentam que o motorista foi alvo de uma ação indevida enquanto circulava pelas ruas da capital paulista.

O episódio gerou um embate político sobre a conduta das forças de segurança do estado em pleno período de campanha eleitoral. O uso de recursos de monitoramento urbano tem sido frequente para confrontar denúncias de interferência política ou abuso de autoridade relatadas por diferentes coligações partidárias.

Especialistas em segurança pública apontam que a análise pericial das imagens de câmeras de segurança e dos sistemas de geolocalização das viaturas é o único caminho técnico capaz de atestar a veracidade das acusações mútuas. A apuração administrativa segue em andamento na corregedoria para definir se houve desvio de conduta por parte dos policiais ou falsa comunicação de ocorrência.

Na prática, o avanço das investigações policiais depende agora da perícia completa das mídias digitais para confrontar os depoimentos prestados na delegacia. O desfecho do inquérito definirá as responsabilidades legais sobre o episódio que mobilizou a segurança pública do estado.

Com informações de Poder360.

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